quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O fim nada justificável, mas o fim.


É. Talvez se perguntem, ou melhor, tenho certeza de que estão se perguntando o porquê diabos eu estou fazendo isso, mas nunca entenderão. Apontarão como covardia, mas acho que há um pouco disto nesta receita. Tenho uma família boa, minhas coisas são ótimas e talvez eu tenha uma ótima saúde, mas nada disso me satisfaz, e eu não conseguiria explicar exatamente, mas talvez eu consiga ao menos evitar ser lembrado por tais asneiras. Há 2 anos atrás, eu era comum, fazia coisas comuns e agia como um retardado, típico da idade talvez. Tudo era igualmente bom e fazia sentido, mas algo ficou diferente, algo com grandes cabelos castanhos, pele branca e lábios carnudos. Sim, a coisa mais imbecilmente comum aconteceu normalmente com um jovem nada comum. É, eu era totalmente fútil, tinha minha própria peça de drama, não era nada agradável. Como esperado, aquele jovem levou um chute nada agradável e o drama aumentou, suas palavras se tornaram completamente melancólicas e suas olheiras cresceram absurdamente. Passei a maior parte do tempo tentando saber o porquê de ter acontecido aquilo, quando a resposta era simplesmente "não". Havia mistérios nisso? Antes eu achava um absurdo, mas, pensando agora, dou toda a razão à ela, e às outras que logo depois vieram, especialmente uma que disse que sou amargo e maduro demais, totalmente correto. A palavra amargo podia o descrever por completo. No meio disso tudo, acabei topando meus dedos numa pedra gigante e vi que o ano estava acabando, eu tinha problemas com notas na escola,  vocês me odiavam por ser tão imprestável. Agora vocês conseguem ver algo? Sim, isso acabou de acontecer, e só caí na real quando realmente comecei a pensar, e não tentando ser depressivo como sempre.
Essa é só uma parte, os dias são longos desde 2011, e continuariam sendo daqui pra frente. Isso também me deixa totalmente preocupado com o que vem pela frente, hoje completam-se 2 anos que não consigo ver o lado bom daqui, não consigo sorrir para o Sol ao sair de manhã, nem sequer consigo sorrir na frente de vocês ou das pessoas que mais gosto. O mais terrível é que eu era feliz quando era fútil, comum e retardado. Eu sorria mesmo depois de um dia inteiro de tempestades, dormia feliz depois de dores e palavras ao vento. Infelizmente, agora qualquer palavra é repensada assim que eu deito-me na cama. Tenho certeza de que, se eu fosse dormir agora, iria repensar todas essas palavras, e o Sol me mostraria que fiquei a noite toda aqui.
Parte de tudo já foi dita aqui, mas devo também dizer o quanto eu me preocupei com o que eu faria. Não me sinto capaz de fazer o que eu gostaria, e nem sequer apoiado. Sempre tive medo de avançar e não ser o que espero, não conseguir o que eu quero, mesmo sendo tão simples. Há muito tempo levo essa filosofia, de ter os sonhos mais simples, e aproveitar qualquer coisa que me apareça, mas muitas coisas apareceram e encobriram minha visão, nada foi agradável e só me fez sentir mais medo do que apareceria pela frente.
Eu cheguei até aqui porque pensei que havia algo que eu podia fazer, havia alguém que eu achava que seria importante, segui até aqui unicamente por esse motivo. Eu procurei ser o mais atencioso possível, lutei contra mim mesmo para dizer o que precisava dizer, busquei mudar totalmente e consegui, mas de nada adiantou. Essa foi a última luta que perdi, uma de tantas outras. Ontem achava que poderia viver com isso, que iria durar para sempre, mas acordei sem querer ver aquele sorriso, ou ouvir sua voz. E é por aqui que acaba, talvez precocemente, mas totalmente justificável, ao meu ver, jornada. Em breve me juntarei a vários outros, sendo totalmente covarde e fútil, mas tomando a decisão que mais me agradou. A primeira e última decisão que me fez sorrir e dizer "agora sim".

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Continuação?

Continuação de http://sorispace.blogspot.com/2012/10/nightmares-about-decymber-atualizado.html

Agora o relógio marca 55. Sim, eu demorei 5 minutos para tomar coragem e ir até a porta, e neste cômodo só há uma cadeira com cordas para imobilização e ferramentas presas nas paredes brancas, com manchas de sangue por todo o lado. As ferramentas também estão sujas de sangue e não parece ter alguma saída aqui. Virei-me para sair do cômodo e a porta estava se fechando, o frio que me congelava antes agora voltou, essa dor de cabeça parece me deixar louco. Fecho o olho por um segundo, e agora estou preso na cadeira pelos braços, pernas e pescoço, algo vestido com roupa branca e máscara cirúrgica mexe nas ferramentas enquanto olha para a minha direção, por cima de seus ombros. Sua altura e cabelos me lembram vagamente Till Lindemann, o jaleco que usa está rasgado nas costas, com marcas de arranhões e cortes. Virou-se e caminhou em minha direção, com uma agulha na mão, encostou em minha testa e perfurou-a, e assim que encostou no osso, começou a arranhá-lo com a ponta da agulha. Doía muito, o sangue escorria entre meus olhos enquanto ele gargalhava e mexia os braços, as cordas não me permitiam muito movimento e ainda machucavam. Parece que aqui que termina, apenas fecho os olhos e espero, e quando abro de novo, estou de novo no pátio do sanatório, mas sangrando muito.

domingo, 6 de janeiro de 2013

O que sou?


Ouça esse som irritante, é a minha vida. Tal vida que foi desperdiçada em frente ao espelho que nada reflete.
Olhe para o espelho e aquilo nunca sairá de sua cabeça, algo que lhe invadirá sem que sinta, mas que te fará sofrer cada segundo, assim que sair, se sair.
Permita que lhe falem, mas diga algo, pois não há nada mais desagradável que a combinação do desânimo com a sensação de desprezo. Permita que amem, mas tenha-os em suas mãos, e quando parecerem longe, diga apenas três palavras.
Há tudo isso aqui, entre e acenda as luzes, o céu azul escuro lhe indicará o caminho, colha o maior número de flores negras que encontrar e faça um belo buquê representando a loucura.
E é aqui que fico, não tente me encontrar em minhas próprias palavras, pois não sou gato ou rato. Sou aquele que caiu em escuridão, totalmente sem brilho. Sou o espelho que nada reflete.