domingo, 4 de novembro de 2012

Por mim


Você diz que estou errado, mesmo tendo toda a culpa
Tentou consertar, mas meus sonhos já haviam sido destruídos
Me vê fechando os olhos e pedindo por ajuda
Por que eu precisava acordar para a vida real? Estava tão bem vivendo esta ilusão generalizada.
Diz que nunca fui verdadeiro, que eu nunca lhe disse nada, mesmo com todos os seus erros
Mas acredito cegamente em sua perfeição.
Não esqueça quem eu sou, e este eu sempre serei. Faça o melhor que pode, por mim.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Eu


Eu criei a música que representa a loucura
e criei minha forma de cultura
Queimei as paredes em minha volta
e tirei toda a pele morta
Eu harmonizei o timbre desta tortura que me destruía
com o silêncio do fim do dia
e então pude ver.
Eu criei o meu mundo e a dor ficou pior
Eu criei a mim mesmo e a tudo ao meu redor.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Nightmares about Decy'mber (Atualizado, não terminado)


...- Não quero estragar nossa amizade..
- Já estragou. Ou achava que simplesmente ia me recusar depois de tudo que eu lhe fiz, e tudo ficaria bem?
- Olha, não fique assim, eu sei que é ruim, eu te entendo..
- Não, não entende.
- Por favor, não fique triste comigo..
- Não é só mágoa, é ódio. Acha que eu me sentiria bem depois disso? Sei que você que decide, mas depois de tudo, por quê não disse antes que não sentia nada? Depois de tanto te dizer que gostava de você, tinha que ser agora?
- Não sei o que dizer, desculpa..
- Tanto faz, vou sair daqui.

Mais tempo amando em vão, mais tempo dedicado à alguém que não merecia tanto, letras e mais letras de enormes o texto dizendo a mesma coisa, e o que acontece? Depois de me decepcionar, tenho centenas de metros para caminhar e lágrimas negras de mágoa e ódio que, por questão de vergonha e orgulho, não quero mostrá-las para todos ao meu redor. Ah, aquela que acabou de me despedaçar se chama Decy, uma adorável e traiçoeira menina da classe, a perfeita adolescente imperfeita. Dizia-se bipolar, lidava com os males da bulimia e fumava excessivamente. Usava roupas apertadas para disfarçar sua falta de corpo, a franja para cobrir seu rosto pálido e seu olhar congelava qualquer um, menos à mim, um jovem calado e calculista, sempre vestido com algo que não seja o uniforme escolar, geralmente uma cor neutra. Sempre afastado e de braços cruzados, olhando para o horizonte que a janela escondia, sempre.
A tarde chega ao seu fim, caminho pela escura e sombria Paralee Lane, a rua em que moro, que fica em Louisville, Kentucky. Estamos no inverno e as folhas que deveriam estar nas árvores agora encobrem o asfalto, tornando rua e floresta um só. Já posso ver a pequena mansão solitária da rua, sua estrutura de péssima condição denuncia suas décadas de construção, as escadas rangem enquanto subo em direção a porta, onde está minha mãe, vestida para dormir e espiando por cima de seus ombros o fim da rua, onde fica o sanatório de Warvely Hills, já abandonado e camuflado pela vegetação. Passo por ela sem lhe direcionar o olhar, subo as escadas da sala e chego ao meu quarto, não há nada que eu preciso fazer hoje, espio rapidamente pela janela, onde consigo enxergar perfeitamente o pátio externo do sanatório, que sempre teve a fama de assombrado..Semana passada vi algo passando por lá e quase não consegui dormir pensando naquilo, que se misturava com ela, que era tudo em que conseguia pensar nessas noites frias, até jurava que o vulto que vi passando lentamente pelo pátio era ela.
Todos já foram dormir, as nuvens tomaram os céus, impedindo que a lua ilumine a janela, se não fosse pela lanterna, estaria muito escuro. Aqui estou, sem dormir, como sei que ficarei por semanas até que a névoa cubra minhas memórias, meus pensamentos, enfim, tudo que me lembre ela. Andar pelo quarto e esmurrar o colchão já não são suficientes, pego meu caderno onde junto tudo que me faz mal e transformo em palavras, alcanço uma caneta e procuro a última folha em branco..

"Alguém dedicaria tempo e palavras para me ajudar? Minta, faça um tolo feliz até saber que nada é real. O amor é uma prévia do que a dor representa. Deite-me em minhas cinzas, me deixe esperando algo que nunca chegará. Sei que algum dia irá embora, então desejo-lhe a felicidade que nunca terei, e que eu possa morrer antes.
Escolhi um caminho a sguir sem saber onde andar, já não consigo mais voltar, fui tão longe que meu passado fora encoberto pela névoa. Você diz que meu futuro está logo á frente, mas há apenas um abismo..tudo acaba aqui?"

Ler e reler isto só torna explícito o quanto estou mal, são 2:41 da manhã e amanhã preciso ir a escola, mas isso não importa. Caminho até a janela e mais uma vez olho para o pátio do sanatório, e então ali está o vulto de cabelos longos e negros, pele pálida e olhando para a casa, mas para o primeiro andar. Bato na janela com os dedos e então chamo atenção dela, que dá dois passos em direção ao portão e acena para cá..É ela, Decy. E está me chamando..Mas não queria falar com ela agora, talvez seja pior para mim. Aceno de volta e deito na cama, meus olhos estão pesados e...
Lá se vai maus um dia. Enquanto estou deitado, crio meu roteiro e então, após a madrugada sempre fria daqui, acordo com outros planos, com a mente diferente. Já cansei desta oscilação em minha mente, depois de tudo que já aconteceu, acho que não há muito o que fazer a não ser apenas deixar que termine. Sempre pego-me pensando se uma queda daqui seria fatal, e estranhamente reconfortante ficar no meio da passarela por horas, apenas observando a bela paisagem que esta terrível cidade me dispõe. Passo a manhã toda vendo seu rosto, todos os dias torturando-me, clamando por atenção de modo patético, apenas tentando me soltar deste galho que me impede de desaparecer neste abismo criado por mim mesmo. Será que ela se importaria se soubesse que é o único sopro de vida em mim, como um galho que mantém uma única folha ao seu topo no inverno? Droga, aqui estou eu de novo relacionando você aos meus pensamentos..
Os dias passam sem que eu sinta, novamente encontro-me sentado à cadeira, no meio de aleatórios com quem estudo à 3 anos, mas nunca me preocupei em conhece-los..
Esta noite a cama parece tão confortável, depois de tanto andar eu realmente consegui ficar cansado, apesar de ser bem preguiçoso e nada fazer na vida, haha. Me sinto desanimado por não ver a Decy na escola desde que ela vêm aparecendo naquele pátio, o que ela anda fazendo ali?
Hoje é dia 12 de Dezembro, meu aniversário. Me sinto estranho por ter me esquecido do meu próprio aniversário, mas antes de ir para a escola vi de novo ela acenando em direção a minha janela, lá do mesmo pátio do sanatório. Apesar de ser assombroso, me traz felicidade ver ela ali, depois de tempos sem ver seu rosto pessoalmente. O que será que está acontecendo? Tenho que libertar-me disso, já que hoje só me lembrei que faço 17 anos depois que abri a porta de minha casa e encontrei toda uma festa preparada para mim, e ainda perguntei à minha mãe qual era a comemoração..patético.
Acho que ainda tenho o número dela por aqui. Abro um caderno antigo e coberto de poeira, e então cai uma foto dela, sorrindo para a câmera. Por alguns segundos encaro a foto caída no chão e uma lágrima cai, recolho a foto e alguns papéis que estavam ali dentro, que são textos que costumava escrever pensando nela, mas estão todos estragados, o papel fora destruído e as palavras, de lápis, estão tão enfraquecidas que não é mais possível ler nada. Enfim encontro o número dela, pego o celular e disco um por um, lentamente ponho no ouvido e sou atendido. É a mãe dela, com uma voz rouca e debilitada, perguntando quem é. Por uns segundos paralisei, e então comecei a falar com ela:
- Olá, aqui é o amigo da Decy, o Clair, lembra-se de mim?
- Sim, o que quer?
- Ela está por aí?
- Por quê você faz isso? - Pergunta ela, aumentando o tom da voz.
- O que aconteceu?
- Ela sumiu faz 5 dias.
- ...
Desligo o telefone e o jogo longe, acabo me arrependendo depois de não ter perguntado detalhes, e logo lembro-me que há 5 dias Decy aparecera pela primeira vez no pátio do sanatório. Preciso procurar ajuda, posso estar enlouquecendo, ou talvez ela esteja realmente lá. Mas primeiro quero saber mais sobre o sanatório, dizem que ele é assombrado e traiçoeiro. Não acredito nessas coisas, mas sou um ser humano comum, e todos temos medo do desconhecido..
Alguns minutos navegando na internet e ignorando creepypastas sobre o sanatório, enfim encontro uma análise séria de um especialista, dizendo:
"Ao longo dos anos, o sanatório acolheu centenas de pessoas, a maioria não sobreviveu ao que ficou conhecido como a “Praga Branca”. Estima-se que mais de 60 pessoas morreram naquele hospital.

É muito freqüente verem-se sombras a passar sem que haja alguém que origine essas sombras.

Consta também que no quarto 502, uma enfermeira em depressão com todas aquelas mortes cometeu suicídio, atirando-se da janela. Diz-se também que uma outra de nome Mary Hillenburg, se enforcou. Há, no entanto quem diga que ela foi assistida no enforcamento. Ela estaria grávida de um dos médicos e terá sido vítima de um aborto mal sucedido. Ela foi encontrada enforcada num dos canos do 5º piso. Mais tarde foi também encontrado num poço o feto resultante do aborto. "

Nossa, eu não entraria aí, mas preciso ver se encontro algo, amanhã, de manhã, óbvio, irei lá.

13 de Dezembro de 2012, 06:58, meus pais estão desmaiados na cama, beberam bastante no dia anterior. Equipado com um lampião, uma lata de querosene para ligar a lanterna, uma planta do sanatório, alguns antibióticos e a foto da Decy, dou uma última olhada pela janela, procurando algo que me faça desistir dessa loucura, vejo ela o pátio, acenando e chamando-me. Direciono-me até a porta e saio de casa. A rua está deserta, a ventania agita as folhas que caíram das árvores como acontece no inverno, a estrada desaparece com a quantidade de folhas e o sanatório é logo em frente, é melhor eu ir andando..
Estou no portão, que antes era um cadeado trancando o portão agora é uma entrada. Parece que tudo foi arrancado pelo vento, mas com que força? A enorme porta dupla do sanatório esta entreaberta, e então na janela da esquerda Decy aparece, diz algo e volta a sumir. Corro até a porta e, por um impulso, enfim entro no sanatório. Há um corredor pouco iluminado pelo sol, o fundo do corredor é totalmente escuro, parece haver uma porta ali, como nas paredes envelhecidas dos lados. Há sangue no que parece ser a porta que dá acesso ao cômodo em que eu vi ela pela janela. Já que estou aqui, sigo em frente. Empurro a porta vagarosamente, a janela ilumina um pedaço do cômodo, mostrando o carpete manchado de sangue, dezenas de facas sujas e um corpo pálido e todo cortado, dá para sentir o peso de sua respiração e parece tentar gritar, mas não há voz. Me aproximo e então vejo que é a Decy. Nua, com o corpo e rosto cortados e os olhos vendados. Estou em choque, não conseguia me mexer até que ouço sua voz, enfraquecida e rouca, dizer: "Ele...ainda está..."
- Onde? - Pergunto
- Clair..é...você?
- Sim. Acalme-se, tirarei você daqui.
- Não devia estar aqui. - Diz ela, agora em um tom alto e um sorriso maligno no rosto. - Ele está aqui, doutor. - e então ela desaparece na sombra, o ar fica denso e frio e parece que ouvi o som de portas se trancando.

Receoso e temeroso, já passei pela porta que me levou ao corredor principal, no fundo há um balcão de recepção, mas não há como ver além dos vidros totalmente cobertos de poeira. O frio torna-se um fardo, parece que andei nú na época de nevasca de Dezembro. Já verifiquei a saída e está totalmente vedada..Mas como? Esmurrei a porta até deixá-la pintada de vermelho, o sangue pinga de meu punho e sinto a ferida congelar, parece que fica cada vez mais frio. Já me conformo se não conseguir sair daqui e fazer parte da sombria história do Sanatório de Wervely Hills.
 Ouço vozes me chamando por todas as portas, há uma luz que reflete no vidro do balcão e ofusca minha visão. Talvez seja uma saída.. Aliás, preciso me movimentar antes que que tudo congele, apesar de apenas desejar morrer aqui, ao invés de descobrir o que há nesses cômodos.

 Passo a passo, com uma barra de ferro em mãos e pronto para uma luta, vou caminhando vagarosamente em direção ao balcão, até que enfim passo pelo vidro. Ali dentro encontro alguns ossos, que poderiam ser antigos, mas estão cobertos de carne em decomposição. Há algo aqui e não vai ser muito legal comigo, é melhor eu encontrar uma saída, já que essa luz nada mais é que uma lanterna ligada, direcionada para um distintivo da polícia, que refletira nos espelhos e iluminava parte do cômodo. Assim que retirei a lanterna, tudo ficou escuro e uma brisa fria invadiu o local, atravessando minha pele congelando-me. No fim do corretor, atrás do balcão, há uma entrada, coberta por teias e com a porta no chão, suas dobradiças foram arrancadas. Direcionei a lanterna para lá e, entre as teias, há uma mesa longa, centrada no cômodo. As paredes, surradas, eram diferentes das portas, que eram brancas e totalmente novas. Enquanto caminho entre a mesa e a parede, observo dentro dos quartos, todos igualmente brancos, com paredes e chão acolchoados. Parece que anoiteceu, já não consigo mais ver além do que a lanterna me possibilita, dormir aqui será terrível com todo esse barulho. O ambiente aqui é totalmente diferente, agora sinto como se estivesse queimando. Os relógios da parede marcam, igualmente, 3:52. O relógio de pulso que encontrei também marcava o horário, mas, em meu celular são 2:35..Enfim, agora é melhor caminhar até o outro lado da sala, mas é estranho, parece que não há fim aqui, não consigo ver o fundo do cômodo. e as portas parecem ser sempre as mesmas.

São 2:52, estou andando em direção ao outro lado do cômodo até agora, meus pés me impedem de prosseguir. O relógio desperta, causando um barulho enorme, como se não fosse eu o alvo do aviso. O relógio de pulso que encontrei agora marca 60:00, e começo uma contagem regressiva. Neste momento, a lanterna começa a falhar e, atrás de mim, perto da porta de onde entrei, abriu-se uma porta branca, a primeira. Olho para frente e o outro lado parece impossível de alcançar.. Olho por cima de meus ombros para a outra direção e por um segundo crio coragem e projeto-me para trás, mas hesito e paro, ali fico sem decidir o que fazer..


Continua..

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Something

"Linda estrela, de que adianta estar aqui, sentindo, caminhando e enxergando, se não posso alcançar seu explendor. Por quê ficaria daqui de baixo observando-te, todas as noites, se não posso tocar-te e sentir que és minha. Se for para apenas ver que brilhas no céu e ter que me contentar com isso, prefiro que seja meu fim
e é isso, o que não sai de minha cabeça, e que levantei apenas para ver se consigo me distrair. É díficil evoluir, continuar, se ao anoitecer, a estrela estará no céu enquanto durmo ao ar livre.
Este poderia ser outros versos que escrevo e ao ar lanço, mas mesmo que eu escreva na areia, esta estrela não apresentará reação alguma.
...e se esta estrela me mostrou algo, foi que eu preciso entrar em minha casa e observar o teto vazio novamente, antes vazio que cheio de...nada? Mas devo trancar a porta e ficar eternamente aqui? não há nada que possa pesar para qualquer lado, se eu me trancar, nunca poderei ver as outras estrelas. Diz ela que,
quem sabe, podem virar estrelas cadentes? Mas a mais perfeita estrela continuará lá em cima."

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Vazio



Se me acham assustador agora, como reagiriam ao saber o que guardo em minha mochila?
Se me temem agora, como lidariam com o que levo em minha bagagem?
Levo ao fundo de minha mochila o coração de minha amada, que ainda tenta alimentar o corpo que agora não mais reside, e ensopa meu casaco de sangue. Meu caminho é negro como era aquela noite em que o demônio revelou-se um anjo, mas não foi perdoado por parecer tão terrível, não foi lhe dado a oportunidade de mostrar que o medo que sentiam era só um julgamento equivocado, e então a doce voz daquela que eu amava incondicionalmente alcançou um tom amargo e cruel, e ecoou por toda a rua a negação de todos os meus sonhos, de toda a minha esperança. O anjo virara demônio novamente, gritos puderam ser ouvidos de longe, junto com uma voz triste e amarga dizendo "e que esse vazio no meu peito seja passado para você".
O dia amanheceu cinzento, a chuva limpava o asfalto que fora pintado com o vermelho vivo do sangue de uma jovem inocentemente cruel, perfeitamente imperfeita. O rastro ainda pudera ser visto, o sangue ainda caía de minha mochila, sei que logo descobrirão o corpo no meio da rua, seguirão o rastro e chegarão ao assassino, mas será tarde demais. Levarei seu coração comigo até a morte, já que levara o meu, mas ao contrário do que fez comigo, guardarei com carinho e lembrarei de cada segundo ao seu lado, sendo torturado por não ser minha e me surpreendendo com seu belo sorriso.

domingo, 22 de julho de 2012

Fail



"enfim, do jeito mais covarde possível, mas é isso..
antes de te conhecer, depois de duas vezes achando que me sentia muito bem, acabei me "machucando", por duas vezes errei, e então tinha desistido, tinha decidido evitar tratar as pessoas como eu sempre achei que merececessem ser tratadas, principalmente alguém que me despertava algo diferente, pois na minha mente, isso nunca dará certo pra mim...
então reparei em alguém que comentava muitos posts das pessoas próximas à mim, parecia legal e era alguém para conversar, a pessoa que me fazia alguma companhia arrumou alguém mais próximo e praticamente se esqueceu de mim. Depois de um tempo, te conheci melhor, passei tardes te pertubando (pelo menos eu sinto que pertubo, em qualquer ocasião) e você mostrou ser inteligente, carinhosa e adorável, foi me fazendo esquecer o que me doía mais, que era pensar que nunca terei um motivo para me sentir bem, sorrir e levantar-me feliz. Posso repetir o texto que escrevi e te mandei, já que nada consigo expressar além do que me faz mal.

"Alguém dedicaria tempo e palavras para me ajudar? Minta, faça um tolo feliz até saber que nada é real. O amor é uma prévia do que a dor representa. Deite-me em minhas cinzas, me deixe esperando algo que nunca chegará. Sei que algum dia irá embora, então desejo-lhe a felicidade que nunca terei, e que eu possa morrer antes.
Escolhi um caminho a sguir sem saber onde andar, já não consigo mais voltar, fui tão longe que meu passado fora encoberto pela névoa. Você diz que meu futuro está logo á frente, mas há apenas um abismo..tudo acaba aqui?"

Isso sou eu. E todo este longo conjunto de palavras sou eu querendo mudar, sou eu tentando de tudo para me aproximar de alguém que, mesmo que negue ser perfeita, tem uma parte de mim que tornaria tudo perfeito à meus olhos, mas também há um motivo para eu estar escrevendo isso, à esta hora..Medo.
Tenho medo de que não dê certo, medo de ler um não rápido e seco, e não ter onde esconder meu rosto na frente de minha familia. Talvez depois de dormir, esfriar a mente e tomar um café, o "não" não será tão ruim, e talvez eu possa estar perto de você sem que tudo fique estranho, e é por isso, que do meu jeito, meio covarde e cauteloso, mas esperançoso e ansioso, digo apenas que te amo, não um simples e seco "te amo", mas cada letra deste texto diz a mesma coisa, eu te amo."

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Alguém?

Alguém dedicaria tempo e palavras para me ajudar? Minta, faça um tolo feliz até saber que nada é real. O amor é uma prévia do que a dor representa. Deite-me em minhas cinzas, me deixe esperando algo que nunca chegará. Sei que algum dia irá embora, então desejo-lhe a felicidade que nunca terei, e que eu possa morrer antes.
Escolhi um caminho a sguir sem saber onde andar, já não consigo mais voltar, fui tão longe que meu passado fora encoberto pela névoa. Você diz que meu futuro está logo á frente, mas há apenas um abismo..tudo acaba aqui?

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Revolution, baby

Recuados, acomodados e desmotivados, somos apenas marionetes. Somos um rebanho de ignorantes, comemos suas mentiras e cagamos seu dinheiro sujo. Tudo está na nossa cara e nada fazemos para mudar isso, não é porque nosso passado foi pesado pela tirania que podemos deixar os antigos tiranos comandando livremente. Devemos lutar, por mais difícil que possa estar, por mais triste que seja a situação, por mais que ardente seja vossa ferida, levantem suas tochas e queimaremos as ruas com a pura essência do ódio, e só assim garantiremos, para nossos filhos, o futuro de paz que para nós nunca foi destinado. E então poderemos vagar livremente pela nossa amada pátria batalhada, banhada pela honra e alimentada com o sangue de vossos inimigos.

terça-feira, 5 de junho de 2012

ZERO

Estava de saco cheio, aos plenos 16, sou tratado como um idiota, sem futuro, claramente ignorado, totalmente desmotivado. Agora todo o investimento é no meu irmão de 12: um completo imbeil, traja roupas chamativas demais, é apenas esperto, mas nem tanto, estuda em escola pública e vem recebendo a mesma matéria à uns 3 anos, assim é fácil, não? Pois é.

As vezes desejo me livrar dele, mas não adiantaria, além de um nada, seria considerado um louco, mas é tão irritante ter que viver com ele, não ter dinheiro para ter que sustentar mais um na casa, não sobra nada! Se ao menos houvesse um jeito..
Surge então uma voz vinda do canto da sala, que era escura como os olhos de alguém sem vida..
-Olá..
-Quem está aí? - perguntei.
- Sou apenas uma sombra, amigo. Estou por toda a parte e posso ouvir tudo. Sabe que eles planejam te tirar daqui? Sabia que nunca gostaram de você? Eu sempre estive por perto e este é o momento certo para eu aparecer...
Interrompi dizendo:
- Sim, eu já sabia disso, sombra estúpida. Não aguento mais o desprezo, alguém como eu não merece isso, eu deveria ser especial aqui, sou muito melhor e mais importante que meu irmão, por isso queria que..
Então espero e deixo que a curiosidade tome a sombra que apenas me observa com olhos quase que invisíveis..
- Faremos assim - diz a sombra, tomando a forma de um idoso, trajando um terno e com uma maleta em mãos.
- Você terá uma semana para decidir, lhe darei este lenço. Quando decidir-se, jogue o lenço no rio ao fim da rua, no dia seguinte acontecerá um acidente e finalmente você irá se separar de seu irmão. Tome. você tem 7 dias para decidir de tudo isso e prosseguir com a vida normalmente, ou amargurar-se de sua vida pro resto dos tempos -
Peguei o lenço de sua mão fria, e então ele desapareceu e o silêncio tomou o quarto, por quê perder tempo? Vou logo jogar este lenço naquele rio.

Distraído, feliz e um pouco desacreditado até, pulei o portão de casa e entrei na rua, já podia ver o rio no fim da ladeira. O frio se fundia com minha alma gélida, a chuva tornava a rua tão escorregadia, e me sentia tão fraco, nunca havia me sentido assim. Este vento que fica cada vez mais forte parece tentar impedir que eu chegue ao rio, mas preciso chegar lá, não vejo a hora de melhorar minha vida!

Enfim cheguei no rio, não pensei duas vezes e atirei o lenço na água. Meus pés tremeram junto com a terra, algo me empurrou e caí naquela água geladíssima, tentava sair, mas parecia que a água congelara e ali fiquei preso, lutei por minha vida, até que minhas mãos congelaram. Minha vida era sugada pelo gelo que se tornara meu corpo.
Abro os olhos e reconheço o teto de meu quarto, percebo que estou envolto por meus pais, meu irmão pula na minha cama, quase pisando em minhas pernas, agora tudo parece seguro, mas sinto muito frio.
- Enfim você acordou - Esbraveja meu pai, um pouco impaciente. Antes que eu possa responder, minha mãe diz:
- Reconheço que te deixamos de lado um pouco, mas foi uma preparação. Hoje te levaremos para a faculdade mais cara do estado, todos iremos e só você ficará, irá morar lá enquanto estuda. Gastamos muito para te colocar lá, mas é porque te amamos, esperamos que você consiga um bom futuro para ajudar seu irmão com o dele. - e então interrompe suas palavras e abaixa a cabeça. - Os dias serão difíceis depois disso, teremos que passar fome para manter sua faculdade, espero que você leve à sério. -

Então meu pai termina dizendo:
- Arrume-se, iremos te levar à faculdade, todos iremos...
- Não quero ir - Meu irmão interrompe - Estou com um mal pressentimento..
- Todos iremos

Droga, o que eu fiz? Tenho que tirar aquele lenço do maldito rio!

Cheguei lá cansado, corri até a borda e o rio não estava mais ali, como!? Por quê tive que me precipitar de novo?
Em casa, já cabisbaixo, tentei convencer eles a deixar a viagem para amanhã, mas eles insistem em ir. Entro no carro com os olhos inchados, tremendo de medo, e então o carro passa à beira do rio e entra na estrada principal. Todos olham para frente, sem expressão alguma, sinto um frio que me arranca a respiração, minha cabeça dói.
3 minutos depois de entrarmos na estrada, os vidros congelam, meu pai freia bruscamente e o carro trava na estrada gélida, sinto uma presença que sussura em meu ouvido..3...2...1... ZERO.

"05/06/2012, 14:00. Jornal 1/2

Acidente na estrada principal que liga a cidade de Orenop à Bakla. Um caminhão desgovernado invade a outra pista e acerta um carro contendo 4 pessoas, matando o filho mais velho de 16 anos. O casal e seu filho de 12 anos sobreviveram sem ferimentos."

- Isto está no jornal. - A sombra me mostra a manchete, noticiando a minha morte.
- O que houve? Porque fui eu o morto?
- Eu nunca lhe disse quem merecia morrer, apenas disse que ia distanciar seu irmão de você, e agora você está longe, não é? E você merecia desde o início morrer, não acha? - Disse a sombra, abrindo um sorriso
- É, tem razão, eu mereci isso o tempo todo. E agora, o que acontece? - pergunto, cabisbaixo
- Uma vez eu era como você: egoísta, ganancioso e terrível, então uma sombra apareceu para mim, e eu também morri. Você será como eu, irá se encarregar de eliminar pessoas como você, como eu. -
Olho no espelho e detecto que não tenho mais forma, apenas sou uma sombra com uma maleta na mão.

Esse foi meu fim, eu tive que morrer para entender, e agora tudo o que faço é continuar eliminando pessoas como eu, pessoas que não merecem viver, e irão assim sofrer.
E aqui estou eu, e já que falamos nisso, eu ouvi umas coisas e...parece que deseja algo, não?

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Dezesseis

Já amei, odiei
sorri, chorei
Já me senti vivo
e também desejei morrer
Já pedi, ofereci,
presenciei e me ausentei
me acovardei e me atirei
Pensei que tudo ia ser irreversível
E só aos dezesseis descobri
que esquecer é possível,
mas lembrar-se é difícil
Não por dificuldade de se lembrar
e sim pela dor da recordação
que nos acompanha por toda a vida
e torna possível esta canção

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Uma pequena brincadeira (participação da Adrielli)

Um presidiário foi condenado à morte. Depois de ter direito a um almoço, se direciona a uma sala. Nesta sala há 3 portas: A primeira está cheia de ferro derretido a uma temperatura de mais de 3000° C. Na segunda porta há um policial portando um rifle, pronto para atirar. Na terceira há três cães famintos, que já estão a mais de 1 ano sem comer. Em todas elas há uma porta para a saída, sendo que só uma é segura. Qual é a porta que o presidiário deve escolher para que se mantenha vivo?

"eu escolho a porta com os cachorros, pq provavelmente eles já estão mortos. É impossível conseguir ficar sem comer por um ano!"

O presidiário decide abrir a porta dos cães. A porta se abre e um odor terrível sai dali, revelando corpos já decompostos dos cães. O delator corre em direção a outra porta e a arromba, pensando ser a sua liberdade, mas encara outro problema para resolver. - Que droga é essa?
Na sala há uma mesa, 5 cadeiras rodeando-a e uma cesta com 5 bolas de bilhar ali dentro. Junto à cesta há um bilhete. O presidiário se aproxima e abre o tal:
5 bolas, 5 cadeiras. Distribua as bolas para todas as cadeiras, mas deixe uma na cesta.

"Bem eu vou colocar uma bola em cada cadeira, e na quinta vai ficar a cesta em cima da cadeira, com a bola dentro!"

O presidiário pega a cesta e, de uma a uma, deixa as bolas nas cadeiras, alinhadamente. E então a última bola é deixada na cesta, e esta é colocada na cadeira. No mesmo momento, a porta é liberada.
Uma voz sai dos alto-falantes da sala, e é a voz do destemido delegado, agora com um tom engraçado, dizendo: - Olá meu rapaz, chegaste até aqui, depois de resolver dois enigmas razoáveis, mas este não é o fim. Temos uma prisão inteira à sua disposição, e você é o último dos homens que não servem mais para a sociedade, mas é o único que passou por dois enigmas. Você está pronto.
Você esteve morto desde que entrou aqui, e agora está na hora de ser revelado o mais terrível enigma, uma longa missão, e só terá paz depois de cumpri-lá.
Então o presidiário abre a porta, entra na outra sala e a porta se fecha.

E lá está o sujeito sendo empurrado para a porta que dá ao novo enigma, ele nada se lembra do que aconteceu, apenas se lembra de uma missão e de que será difícil. Sente um puxão e então tudo está frio...

É um menino! Exclama o médico..

Fim..ou início?

Duas faces

Tão sombria, brumas densas e solidão, derrubada pelo sono, no chão. Imóvel, paralisado, algo aparece em minha mente, coberto por uma manta avermelhada. Cabelos longos, face vazia, olhos brancos. Olha diretamente para onde estou, em meio a uma rua familiar, coberta pela névoa.
Tão vivo, a brisa calma e alegre, fortalecido pela energia, aos céus. Sempre adorável, em minha mente, escondido pela nuvem branca. Cabelo curto, face angelical, olhos azuis. Olha diretamente para onde estou, na rua onde moro, coberto pela névoa.
Mesmo tão diferente, parece tão familiar. Mesmo tão sombrio, é maravilhoso..

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Maldita - Embaixadores da Carne de Amanhã e Lembranças do Passado

"O que você não entende, o que você não entende
É que aqui dentro ainda bate um coração
Meu paraíso é perdido, meu paraíso é perdido
Não tenho para aonde ir, não tenho salvação"

...

"Por não ter para aonde correr
Por não ter nada que faça eu me sentir normal
O paraíso é aqui dentro mas eu não entendo"

Letal

São 5 da manhã, o sonho estava bom, a fronha da frágil e nada confortável cama está encharcada, parece que a mastiguei a noite inteira. Apesar do frio que faz nesse maldito quarto, eu consigo encontrar um espaço só meu e que me faz melhor, mas agora tenho que me levantar.
Ah, quando era jovem, sonhava alto, queria ser um grande médico, talvez um bom advogado criminal ou até um administrador de uma empresa grande, na menor das hipóteses. Mas, infelizmente, tempo e determinação não são o bastante no mundo de hoje, precisamos de dinheiro e influência para conseguir algo nessa enorme máfia de nível mundial, e depois de tanto tempo dedicado aos estudos, aqui estou eu, em um pequeno e úmido quarto, vestindo um uniforme ridículo e subindo na moto emprestada de minha mãe, para trabalhar por um salário que não paga o tempo que levei estudando tanto.
Apenas acelerando o que a moto consegue, desviando de ruas onde há policiamento (não há grana para tirar a carteira) e quase desmaiando de sono, aqui vou em direção ao Pizza's Crab, uma pizzaria "pé-sujo" que aceitou meu currículo de contador e valorizou minha tentativa de formação em direito, onde trabalho apenas como entregador e limpo o banheiro, que incrivelmente entope sem que nenhum cliente use, aliás, há quanto tempo não vejo alguém aqui?
Depois de um tempo que cheguei, aqui estou, de pé no banheiro, todo sujo de você-sabe-o-quê, me olhando no espelho. Apenas observando quanto tempo passou, alisando a barba branca e agora suja de merda, que parece formar um par perfeito com minha face digna de psicopata. Ah, bem que eu seria um bom assassino, já usei meu cérebro para algo, e muito bem. Gostava de escrever, geralmente pequenos contos baseados em sonhos. Ligo a torneira, que mal funciona, mas dali sai uma água gelada e pura. Limpo-me rapidamente, pois ouvi o som do telefone, tenho que me apressar com isso que atender aquilo!
-Pizza's Crab?
-...
-Alô?
-Saia do estabelecimento e pegue o papel colado na porta.
Meio desconfiado e totalmente abismado com a hipótese de ter esse lixo em que trabalho assaltado, atravesso a loja como um ninja atrapalhadamente sorrateiro e identifico o papel, pego e loucamente volto correndo para a cozinha. No caminho, acabo escorregando no rastro de bosta que deixei pelo chão. Me sinto tonto e..O que é isso? O que diabos um unicórnio faz na minha casa? Eu estava em casa? Onde foi parar a pizzaria? Minha cabeça dói...
A dor de cabeça continua, mas parece que já se passaram horas. Ainda estou na pizzaria, coberto de sangue e cocô.Já anoiteceu, sinto um peso na perna e vejo que tem uma espécie de algema, mas com um dispositivo que pisca, e está verde. O que houve aqui? Já são 23:00! Mas como?
Parece que não veio nenhum maldito cliente enquanto eu estive deitado ali, e se apareceu algum, correu assustado com minha cena. Minha cabeça não está aberta, mas sangrou bastante, e felizmente, terminei por hoje.
Caminhando em direção à enferrujada porta, percebo que há um envelope preso numa dobradiça, parecia estar cheio, e o meu nome está escrito bem na frente: "BRUCE".
-Vamos ver o que tem aqui... - Abro o envelope, onde está um celular, uma carta e um alicate. Abri e comecei a ler a carta:
"Olá Sr. Bruce (como sabem meu nome?).
Sou membro de uma organização importante e que você conhece, sou aquele que te preparou para esse momento. Tornei tua vida desprezível e esmaguei teus sonhos, moldei um ser velho e acabado, que poderia ter se tornado um ser importante no mundo. Sem mais delongas, eis o que tenho em mente:
Aqui começa uma nova jornada. Aqui sua vida recomeça, eu posso tudo,e você apenas poderá obedecer, ou deixar que morra. Ah, não conseguirá escapar dessa vivo, se escolher a segunda opção, já que este dispositivo é uma bomba conectada à sua corrente sanguínea, que se acionada por mim, irá injetar uma quantidade suficiente para lhe matar, sem dor e sem sangue. Agora, poderá escolher entre terminar com sua vida insignificante, ou ouvir o que tenho a te propor. Se quiser prosseguir, pegue este alicate, saia e encontre uma pessoa na praça. Ela não está viva, acabou de ser assassinada por não pagar o que deve. Use o alicate para arrancar o dente que resta em sua boca, e verá o que fazer."
O que fazer?

Continua aieauiehae

terça-feira, 15 de maio de 2012

Não me espere

Hoje nos sentimos tão relevantes
tão vivos quanto zumbis
Me inspire de novo com sua carne
me deixe vivo, como nunca quis   

Apunhale-me com lembranças
Me arranque toda a esperança
e não espere que o dia amanheça
faça-me sofrer, prometa nunca morrer
não importa o que aconteça

Não me espere essa noite
Não me procure aqui fora
aqui tudo começa
aqui o mal acorda

Tão difícil

O que pensou que era? O que achou que estavam tramando o tempo todo?
Eu não tinha percebido sua indiferença quanto à mim
e isso torna tudo tão difícil...
Todos os dias olhava para o lado, sempre esperando encontrar meu olhar ao seu

Meu corpo não responde, minha mente já não esconde
Por quê eu continuo com medo?
Estou cansado, talvez eu deva ir embora..

domingo, 13 de maio de 2012

Sombras

Queria eu ter inspiração para escrever a noite toda
pois essa noite poderei sentir os sussurros da madrugada
ouvir o ruído de cada morcego que enfrenta a chuva fina e a brisa gelada
olhar entre meus braços e sentir um vazio naquelas veias
me sinto sozinho, mas sinto que há algo aqui
há uma esperança, há alguém que irá me dizer
"você não está sozinho, nunca esteve"
mas ainda é apenas uma breve lembrança, uma breve esperança
o sonho que muda meus pesadelos, a força que domina minha mente
e que também apodrece e empobrece minha vida
amanhece, a noite que parecia longa, termina enfim
você pode ouvir as sombras cantarolando ao amanhecer como eu posso?
pode senti-las sussurrando ao anoitecer?

Lembro-me

Há quanto tempo...você se lembra? Sei que se passaram anos, a brisa não mais é forte o suficiente para balançar vossos cabelos, não é pura o suficiente para penetrar em vossos corpos e inspirar a mente dos pensadores. Tente se lembrar, tente recordar o tempo em que você corria, movimentava seu frágil e pálido corpo pela grama que um dia já foi tão verde e curta, e amortecia todas as suas quedas. Aqui, neste pequeno morro, onde todas as nossas esperanças se cruzaram pela primeira e última vez, onde seus olhos brilhavam à luz do sol, seus cabelos se agitavam como a árvore que nos abrigava na tempestade, não aguento de saudades, posso ver seu rosto em cada canto deste infinito campo, consigo sentir suas lágrimas em cada folha que cai desta enorme árvore, quero ouvir sua doce voz apenas mais uma vez.
O inverno está se aproximando, o frio que a estação me apresenta não é tão forte quanto o frio que minha alma sente junto à sua ausência, lágrimas banham a terra, não sinto nada, apenas ali fico, minha cabeça contra a árvore, a brisa calma acaricia meus cabelos, como se tentasse me consolar, a tristeza encravada em todo meu ser, mergulhada no fundo de minhas memórias. Assim como você, todos ao meu redor se foram, aqui estou sozinho, lamentando. Lembro-me que te deixei sozinha, chorando aqui, não há mais essência, não há mais motivos, não há mais como viver.

Glória!

Nas colinas onde o passado caminha em encontro ao futuro
Recarrego minhas armas com o grito dos trovões
Chamo para minha lâmina energizada toda a esperança
"Podes até ser mais forte, mas terá que arrancar minha alma à força!"
Gritava do topo do castelo, minha voz ecoava por todo o monte
e sussurava nas profundezas dos abismos, onde a escuridão dominava.
"Que venha a guerra, que os deuses nos
nos ajudem!" Clamava, com olhos famintos pela vitória
Viemos de terras distantes, batalhas foram vencidas
Erguemos a bandeira de vossa Terra e clamamos por liberdade
E com a mão direita erguida, segurando a mais feroz das lâminas
Comandemos a armada dourada à glória!

Sonhei

Normalmente, a essa hora, estaria em sono profundo, mas acordei e dei fim no sonho.É
sempre assim, estamos tendo um bom sonho e uma porra de um despertardor nos acorda.
Estranhei a casa, aliás, onde eu estou? O ambiente é totalmente diferente de como eu me
acostumei. Dormia em um quarto pequeno, parecia uma caverna, paredes brancas, úmidas e
frias, ficar ali dava calafrios. Agora me encontro em um quarto maior, com belas paredes
e bem claro, quente.

Levanto da cama tentando entender tudo isso, me afasto da cama e vou em direção ao
corredor, que parece levar ao resto da casa. Passava pelo corredor, ao contrário do
quarto, este cômodo era frio, haviam muitos quadros ali, muitos pareciam vigiar o que
passava.Distraído com tudo aquilo, esbarrei numa mesa de madeira e derrubei o vaso que
ali estava, o barulho foi alto, vejo algo vindo em minha direção, alguém com uma
voz forte dizer:
- COLLIE ENTRARGIAN! Que merda você fez agora? - Estranhei o nome, mas involuntariamente
respondi: -Foi sem querer mãe, desculpe - Espere, não reconheço aquele rosto, como chamei
esta pessoa de mãe? Onde estou? Ali continuei, vendo a mulher de aparência velha
resmungar coisas e limpar o chão, se levantar e ir em direção ao que parecia ser a
cozinha.
Um pouco perdido, encontrei o banheiro. A porta estava meio emperrada, custou a abrir, me
deparei com algo bem familiar, as roupas sujas estavam no canto do banheiro, assim como
era em minha casa. Refleti um pouco sobre isso e dei uma risada, e então fui em direção
ao espelho.
-CARALHO! - Gritei. Que rosto é esse, quem é esse? Apenas me identifiquei com a camisa da
banda que mais curtia. Encontrei no espelho um rosto fino, pálido, olhos arregalados e
destacados pela olheira, cabelos curtos e negros. Enquanto estava ali, ouvi de novo a
pesada voz do que antes havia chamado de mãe:
-Ei, está atrasado, você não ia no tal do evento na cidade de Rylie?
- Onde? - Disse meio confuso. - Em Rylie, a tal da cidade do destino ou sei lá
Já tinha ouvido aquele nome em algum lugar..Exato! Sempre via essa cidade em meus sonhos,
geralmente apenas um anúncio ou uma placa indicando, mas nunca cheguei a ir naquela
direção.

Arrumei-me, mesmo sem saber para o quê, corri em direção a rua e vi algo que não
conhecia, mas sabia exatamente o que era, andava ao que parecia ser um ponto de ônibus.
Ali esperava por um ônibus da tal cidade que aparecia em meus sonhos, mas o que significa
isso tudo? Ainda estou sonhando? Não, é muito real para ser um sonho, mas parece ser algo
fictício.

O ônibus logo chegou, entrei e estranhei o tal ônibus vazio, escolhi um local para
sentar. Não sei o porquê, mas adorava sentar na parte alta do ônibus, geralmente colocava
algo do lado para ninguém sentar, pensava que guardara o local para alguém, mas esse
alguém nunca havia aparecido.
Chegando no ponto seguinte, entra um homem de má aparência, baixo e calvo, vestido com um
agasalho (fazia muito calor dentro e fora do ônibus) e uma calça larga. Só percebi essa
estranha figura entrando quando sentou ao meu lado, parecia preocupado. Perguntei:
-Olá, desculpe perguntar, mas como é Rylie?
-Rylie? - Perguntou o velho homem -Do que está falando?
-Sim, a cidade para que o ônibus está nos levando.
-Ah claro, não é exatamente uma cidade, é um ponto onde pessoas religiosas costumam
frequentar.
Depois de ouvir isso, olhei um pouco para fora pensando em como eu iria para um lugar
assim, se não tenho alguma religião, não há motivos para me direcionar até lá, e de novo,
o que está acontecendo?
-Na verdade este local fica longe, se quiser você pode dormir um pouco - Diz o velho
homem, interrompendo meus pensamentos.
-Não estou com sono - disse com uma voz meio grossa, talvez tentando avisá-lo que não sou
burro, já que ele agia como se estivesse interessado em algo que eu tinha.
-Já que você não necessita de minha ajuda, estou indo embora - disse o velho,
levantando-se e descendo do ônibus. Ajuda..foi isso que ouvi? Por quê alguém desconhecido
me diria isso? Olhei da janela o velho homem. Já não era mais velho, havia ganhado uma
aparência de executivo, com aquele smoking e uma maleta em mãos.

De de algumas pessoas entrarem no ônibus, se destacou uma jovem com aparência de ums 17
anos, cabelos castanhos que brilhavam na luz. Conversava com uma outra garota, eu podia
ouvir sua doce voz, suave e baixa. Esta então sentou ao meu lado, olhou em meus olhos,
seus belos olhos castanhos se destacavam em um lindo rosto, e tornou-se a virar
novamente para sua acompanhante ali.

Tornei a cair no sono. Geralmente seria acordado pelo ônibus, já que a rua estava
em péssima qualidade, mas foi diferente, o sono era pesado, quase totalmente apagado,
pensei em tudo que estava acontecendo, mas fui acordado por uma trovoada. Olhei pela
janela e vi grandes nuvens cobrir todo o céu. Voltei a fechar os olhos e ouvi que havia
começado a chover, mas logo foi ignorada pelo sono.

Comecei a entrar numa espécie de sonho, descia do ônibus e corria na chuva até um
bar, estranhei a quantidade de cabelos e o volume maior no peito, além da falta de volume
na apertada calça. Me olhei num pequeno espelho e vi que já não era mais um homem. Eu
poderia ter uma fantasia com aquela bela garota que vi no ônibus, mas sonhar ser ela?
Parecia perder o movimento, apenas tinha a visão do local, mas me movia
involuntariamente. Assiti a jovem ser assediada por várias pessoas ali no bar, a chuva
não parava, mas o movimento era grande ali, consegui ver uma placa, e a placa indicava
"Rylie /\" e outra avisando "Bem-vindo a Orenop". Involuntariamente ignorei a tal placa e
continuei conversando com as pessoas ali perto. O bar era no alto de um morro, com uma
bela vista da cidade. Onde havia sentado dava para ver o céu coberto por grandes e
carregadas nuvens negras, pareciam descer e finalmente se chocaram com a terra. Um grande
tufão se formou e devastava a cidade, logo formou-se outro e outros, pareciam grandes
demônios negros realizando o apocalipse, limpando tudo que via pela frente.
Muitas coisas voavam e passavam perigosamente pelo bar, não sabia o que estava fazendo,
mas parecia procurar alguém, até que algo me atingiu. Senti a batida e caí no chão,
tentava gritar por ajuda mas não tinha fôlego, olhei para o lado e vi a cidade em chamas.

Fechei os olhos e acordei no ônibus, não mais cheio, mas com algumas pessoas, a
jovem que estava ao meu lado já havia ido embora. Me olhei no espelho que levava comigo e
vi que ainda era o garoto no qual acordei antes, olhei mas no canto do espelho e vi uma
placa na outra rodovia, que levava ao lado contrário do ônibus: " /\ Orenop"
Me assustei, não sabia por quê, mas antes tudo era real. Corri para a porta do ônibus e
loucamente pedi para abrir, saltei do ônibus e corri em direção contrária ao tal. A
estrada estava agitada, pessoas correndo, carros abandonados, um cenário apocaliptico.
Uma série de furacões eram vistos um pouco longe dali, mas causava pânico.
A estrada parecia subir um morro, quando então vi um bar destruído e alguns corpos
estendidos no chão. Procurei rapidamente por aquela tal jovem do sonho, perdi um bom
tempo até encontrá-la, estava nos últimos sopros de vida. Fui ao chão e falei com ela,
com uma grande quantidade de lágrima nos olhos: - Não morra! - Ela disse:
- Estranho, sonhei com você esta noite - E já não havia mais pulso.

Ali fiquei, chorando junto ao seu pálido corpo sem vida, até que acordo com o despertar
do relógio, agora era tudo como antes, fiquei feliz por ser só um sonho, mas confuso pelo
sonho que acabaria de ter, me mantive na cama, pensando em tudo, mas como poderia ser apenas um sonho, se eu me sinto cansado?
Visivelmente distraído, me arrumava para mais um dia na escola. Depois de 5 minutos
esperando, peguei o ônibus normalmente. Estranhamente vi passando na rua o tal homem que entrara no ônibus no sonho que tive, conversando com o outro de smoking e maleta. Espalmei as mãos em meu rosto e tentava me esquecer um pouco daquilo, senti a presença de alguém e vi que sentaram ao meu lado. Era
exatamente a tal garota do sonho que tive, estava distraída, viu que eu havia me mexido e olhou para meu rosto, espantou-se e disse com uma doce voz:
-Estranho.. - O quê? Perguntei.
-Sonhei com você esta noite.

Longe

É, estive longe. E não pense que eu não sei o real motivo de estar indo assim, eu só quero ver alguém sentir minha falta, acordar ouvindo minha voz e me procurar em todos os cantos, sentir minha presença junto com um pesar por não me ver, apenas para eu me sentir melhor, apenas para me sentir especial. Mas no caminho nada senti, longe de casa nada recebi, e na volta ninguém percebeu que eu havia saído. Agora sinto em minha pele a verdade que até agora estava escondida, ninguém precisa de nada que faço, ninguém precisa de mim. Mas enquanto estive fora, senti falta de cada segundo em que era ignorado e adorava isso, me sentia feliz sendo manipulado aqui, e agora que tudo se revelou, o que mais quero é voltar e viver tudo de novo..

Acorde

Pequena donzela, traços pequenos, tão inocente, tão sonhadora..
Acorde pequena menina que escolheu repousar à lua ao invés de caminhar entre seus semelhantes..
Acorde pequeno pedaço da perfeição, você pode até sonhar alto, mas não deve viver o sonho como se fosse realidade..
Acorde pequena, não corra em direção à estrada coberta por neblina, que lhe promete chegar aos céus, não caminhe por essas pequenas ruelas esperando encontrar o que sempre desejou, apenas verá que o que lhe prometeram nunca existira, que seu conto de fadas apenas a levou ao abismo da solidão, e então será tarde para refazer suas escolhas.
Acorde grande pedaço de gelo no oceano, assim como se comporta, apenas derrubará as pequenas embarcações, que portam sua felicidade..
Acorde pequena dama, pois se tentar voar, pulará dos céus em busca do infinito, mas irá descobrir que em suas costas não existem asas, e então infinitamente cairá, até que seus semelhantes mostrarão que nada se assemelham à você, se lembrarão de que um dia caminhava em volta deles e do limbo será salva por eles, apenas para presenciarem mais uma ida de uma pequena dozenla, de traços pequenos, tão inocente, adentrando de novo na escuridão..

A sanidade é um fardo

Perdendo a sanidade, não há tempo para voltar atrás. Tudo que foi feito será marcado em minha pele. Quando pensava ter volta, era apenas um sonho, que agora desapareceu, deixando apenas o vazio da realidade,onde o Sol não mais brilha, o céu pinta a grama de cinza e a névoa cobre o horizonte.
Vivemos fingindo que podemos cobrir vossa realidade com a névoa dos sonhos, mas o único resultado que veremos será um caminho impossível de se enxergar, que esconde obstáculos invisíveis para quem torna olhos os sonhos. Então acorde, levante e corra, antes que os fantasmas do tempo lembrem-se de você, doce e inocente, cruel e valente, perfeitamente imperfeita peça deste enorme jogo, que apenas terminará com vosso sofrimento..

Vermelha seja a verdade, como o sangue que de meus semelhantes pude ver sair

E lá estava, o céu tomara um tom avermelhado, o negro da capa escurecia todas as lâmpadas ali, sua aparição era um verdadeiro assombro, dava para sentir o cheiro do medo de todos ali, mesmo sendo um mero mortal, eu podia sentir esse cheiro. E então uma voz alta e forte ecoou sobre vossos ouvidos: - Espero que eu não tenha assustado-os, apenas busco um de vocês, aquele que fala, mas não se ouve sua voz, o que respira, mas parece morto e não parece estar entre vocês - Todos olharam para mim, sabiam quem era. Dei dois passos para frente e encarei seus olhos, vazios e ao mesmo tempo complexos, e disse: -Sou eu quem você procura.
- Você terá que escolher entre manter essas pessoas vivas, essas que por tanto tempo te julgaram, outras feriram-te, e uma pessoa em especial jogou-te em tua cova e jogou-te a pesada terra. Mas para isso, terá que entregar-me sua vida. - Disse ele, com um tom sério, mas sorrindo como se fosse divertido.
- Leve-me, não tenho nada a oferecer para este mundo, e mesmo se tivesse, guardaria comigo em meu túmulo, eles devem ter mais esperança que eu, não devem me odiar, talvez sejam a salvação da humanidade.
- Então a escolha foi feita, mas tenho outra proposta para vocês - Disse o vulto, apontando para a multidão que entrou em desespero. - Aqui invocarei uma criatura, esta é forte, mas com tantos assim, não conseguiria fazer nada. Vocês escolhem entre ficar aqui e matar esta criatura, ou deixar que ela devore o garoto e sair pela porta da frente, que agora está aberta. - E então vi todos correrem para a porta, inclusive meus poucos amigos e uma garota que me mantinha motivado neste mundo. Me ajoelhei e só esperei a criatura me alcançar, e quando ela já estava perto, pegou fogo e agonizou no chão, transformando-se de novo naquele vulto, este começou a falar: - Eu te manterei vivo, mas sei que não considerará como misericórdia, já que viu seus amigos se acovardando diante de você e a menina nem sequer olhando para trás. Agora irei embora, e apenas deixarei com você essa adaga- Disse me entregando uma adaga, cercada por uma aura negra que correu minha mão, e depois se inquietou.
- Sabe o que fazer, agora vá. -

Hoje faz 20 anos desde que conversei com ele, desde que este me mostrou a verdade, e eu matei minha sede. Ainda sinto o sangue escorrer por meus braços, aqueles rostos que já sorriram para mim agora agonizando e a vadia que tanto amei morrendo sobre eles. No fim de tudo, a adaga corroeu-me a alma. Os jornais disseram que o inferno era meu caminho final, mas aqui estou, olhando para vocês, e você pode ser o próximo a enxergar a verdade, te mostrarei o que você não consegue ver, e darei-te um empurrãozinho.

Para sempre e mais um dia

Sim, sou eu
Sou todos aqueles que você conversa
Sou tudo aquilo com que você interage
Sou o seu cenário preferido quando sonha
e seu terrível vilão em um pesadelo
Sou uma estrela no céu vigiado por seu olhar
e o cometa que se desfaz no horizonte
Sou o vento que desarruma seu cabelo
e a brisa que te refresca
Sou seu protetor para sempre
e levarei sua memória em meu bolso
para que esteja sempre confortável, pois
Você é tudo com que converso
Você é tudo com que eu interajo
Você é meu cenário preferido quando sonho
e uma terrível vilã em um pesadelo
Você é uma estrela no céu vigiado por meu olhar
e o cometa que se desfaz no horizonte
Você é o vento que desarruma meu cabelo
e a brisa que me refresca
Você é minha protetora para sempre
e levará minha memória em seu bolso
para que esteja sempre confortável, pois
tudo sempre se repetirá..
Porque é tudo o que eu preciso
talvez seja tudo o que você precisa
para sempre e mais um dia.

Crônicas do Deus salmão


" Olá você, alguém que decidiu ver o que tinha entre meus bolsos, pescou-me e verificou minhas roupas, encontrou-me entre as areias da praia ou até identificou meus pedaços entre peixes.
Bem-vindo você que agora está lendo este pequeno diário, provavelmente folheando-o em busca de algo que possa estar aqui dentro. Sinto muito, aqui você não encontrará nada além de memórias, coração e mente deste que escrevia em madrugadas frias e tardes tristes, aqui verá a total presença e ausência de relatos, pensamentos e lembranças.

Olá de novo, não me apresentei devidamente. Sou aquele que aparece em seus piores pesadelos e piores sonhos, mas não sou o vilão, e nem sequer a loira avantajada que parece tão fácil. Estou presente em cada pensamento seu. Não sou Deus, e se você crê no tal, digo com pesar que seus 5 minutos antes de dormir de orações não o trarão a salvação. Enfim, este não é relevante, nem para quem escreve, nem para quem lê, afinal, nesta altura do campeonato, pensar no futuro sem o fim é pior que pensar no fim do futuro. No fundo, todos sabemos que se o hoje é difícil, as coisas irão piorar. A maioria dos jogos, livros e filmes nos mostram o mesmo enredo: O início te dirá o objetivo; o meio, a dificuldade de alcançar o objetivo e então o fim lhe mostra que tudo será melhor. Infelizmente, a minoria tenta mostrar que nem sempre o final é feliz, mas com o intuito de apenas ser diferente de seus concorrentes, e acabam com a real finalidade, que talvez nunca seja a finalidade real, já que essa "metáfora" das estórias com a realidade seja só uma coincidência, e no final o ser humano realiza tudo sem querer. Enfim, a real finalidade daquele final infeliz que você tanto odeia é mostrar a realidade, nem sempre você vai alcançar o que quer, e hoje não depende apenas de você.

Talvez agora a leitura esteja mais interessante.. Interaja, pense, reflita. Faça a si mesmo uma pergunta: Você poderia prever o futuro? Tenho a convicção de que sei a resposta. Também posso afirmar que todos podemos conhecer nosso futuro, mas há algo que inibirá esse chamado poder supremo, que é tão simples: Esperança. Ah, a esperança nos faz acreditar em algo impossível? Não, a esperança nos permite ver que as coisas não são impossíveis. Aliás, não há nada impossível atualmente. Representamos um caso curioso na Terra, onde o assassino se tornará um suicída, nossa espécie cria um veneno letal e então o injeta em sua própria veia. Pessoas acreditam no inferno, temem ele e por isso procuram ser bons em sua passagem pela Terra, mas talvez esse seja o inferno, não o nosso, mas o de seres mais antigos...os donos daqui.
Este diário não é um livrinho educativo, não vou lhe dizer que drogas são más e que Deus é bom, não irei dizer que o amor é lindo e "all we need is love". Talvez seja um pouco tarde para dizer isso, né? "


Quando o fim começa..

Este é o início. Sob um layout simples, sendo controlado por alguém que mal sabe arrumar seu quarto, mas que talvez tenha um bom conteúdo para lhes oferecer. Aqui encontrará a presença e ausência da mistura de mente e coração, resumidos em palavras. Lhes ofereço também uma página limpa, apenas com minhas criações, espero que gostem de tudo, e se não gostarem, que gritem nos comentários.