Já amei, odiei
sorri, chorei
Já me senti vivo
e também desejei morrer
Já pedi, ofereci,
presenciei e me ausentei
me acovardei e me atirei
Pensei que tudo ia ser irreversível
E só aos dezesseis descobri
que esquecer é possível,
mas lembrar-se é difícil
Não por dificuldade de se lembrar
e sim pela dor da recordação
que nos acompanha por toda a vida
e torna possível esta canção
quinta-feira, 24 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Uma pequena brincadeira (participação da Adrielli)
Um presidiário foi condenado à morte. Depois de ter direito a um almoço, se direciona a uma sala. Nesta sala há 3 portas: A primeira está cheia de ferro derretido a uma temperatura de mais de 3000° C. Na segunda porta há um policial portando um rifle, pronto para atirar. Na terceira há três cães famintos, que já estão a mais de 1 ano sem comer. Em todas elas há uma porta para a saída, sendo que só uma é segura. Qual é a porta que o presidiário deve escolher para que se mantenha vivo?
"eu escolho a porta com os cachorros, pq provavelmente eles já estão mortos. É impossível conseguir ficar sem comer por um ano!"
O presidiário decide abrir a porta dos cães. A porta se abre e um odor terrível sai dali, revelando corpos já decompostos dos cães. O delator corre em direção a outra porta e a arromba, pensando ser a sua liberdade, mas encara outro problema para resolver. - Que droga é essa?
Na sala há uma mesa, 5 cadeiras rodeando-a e uma cesta com 5 bolas de bilhar ali dentro. Junto à cesta há um bilhete. O presidiário se aproxima e abre o tal:
5 bolas, 5 cadeiras. Distribua as bolas para todas as cadeiras, mas deixe uma na cesta.
"Bem eu vou colocar uma bola em cada cadeira, e na quinta vai ficar a cesta em cima da cadeira, com a bola dentro!"
O presidiário pega a cesta e, de uma a uma, deixa as bolas nas cadeiras, alinhadamente. E então a última bola é deixada na cesta, e esta é colocada na cadeira. No mesmo momento, a porta é liberada.
Uma voz sai dos alto-falantes da sala, e é a voz do destemido delegado, agora com um tom engraçado, dizendo: - Olá meu rapaz, chegaste até aqui, depois de resolver dois enigmas razoáveis, mas este não é o fim. Temos uma prisão inteira à sua disposição, e você é o último dos homens que não servem mais para a sociedade, mas é o único que passou por dois enigmas. Você está pronto.
Você esteve morto desde que entrou aqui, e agora está na hora de ser revelado o mais terrível enigma, uma longa missão, e só terá paz depois de cumpri-lá.
Então o presidiário abre a porta, entra na outra sala e a porta se fecha.
E lá está o sujeito sendo empurrado para a porta que dá ao novo enigma, ele nada se lembra do que aconteceu, apenas se lembra de uma missão e de que será difícil. Sente um puxão e então tudo está frio...
É um menino! Exclama o médico..
Fim..ou início?
"eu escolho a porta com os cachorros, pq provavelmente eles já estão mortos. É impossível conseguir ficar sem comer por um ano!"
O presidiário decide abrir a porta dos cães. A porta se abre e um odor terrível sai dali, revelando corpos já decompostos dos cães. O delator corre em direção a outra porta e a arromba, pensando ser a sua liberdade, mas encara outro problema para resolver. - Que droga é essa?
Na sala há uma mesa, 5 cadeiras rodeando-a e uma cesta com 5 bolas de bilhar ali dentro. Junto à cesta há um bilhete. O presidiário se aproxima e abre o tal:
5 bolas, 5 cadeiras. Distribua as bolas para todas as cadeiras, mas deixe uma na cesta.
"Bem eu vou colocar uma bola em cada cadeira, e na quinta vai ficar a cesta em cima da cadeira, com a bola dentro!"
O presidiário pega a cesta e, de uma a uma, deixa as bolas nas cadeiras, alinhadamente. E então a última bola é deixada na cesta, e esta é colocada na cadeira. No mesmo momento, a porta é liberada.
Uma voz sai dos alto-falantes da sala, e é a voz do destemido delegado, agora com um tom engraçado, dizendo: - Olá meu rapaz, chegaste até aqui, depois de resolver dois enigmas razoáveis, mas este não é o fim. Temos uma prisão inteira à sua disposição, e você é o último dos homens que não servem mais para a sociedade, mas é o único que passou por dois enigmas. Você está pronto.
Você esteve morto desde que entrou aqui, e agora está na hora de ser revelado o mais terrível enigma, uma longa missão, e só terá paz depois de cumpri-lá.
Então o presidiário abre a porta, entra na outra sala e a porta se fecha.
E lá está o sujeito sendo empurrado para a porta que dá ao novo enigma, ele nada se lembra do que aconteceu, apenas se lembra de uma missão e de que será difícil. Sente um puxão e então tudo está frio...
É um menino! Exclama o médico..
Fim..ou início?
Duas faces
Tão sombria, brumas densas e solidão, derrubada pelo sono, no chão. Imóvel, paralisado, algo aparece em minha mente, coberto por uma manta avermelhada. Cabelos longos, face vazia, olhos brancos. Olha diretamente para onde estou, em meio a uma rua familiar, coberta pela névoa.
Tão vivo, a brisa calma e alegre, fortalecido pela energia, aos céus. Sempre adorável, em minha mente, escondido pela nuvem branca. Cabelo curto, face angelical, olhos azuis. Olha diretamente para onde estou, na rua onde moro, coberto pela névoa.
Mesmo tão diferente, parece tão familiar. Mesmo tão sombrio, é maravilhoso..
Tão vivo, a brisa calma e alegre, fortalecido pela energia, aos céus. Sempre adorável, em minha mente, escondido pela nuvem branca. Cabelo curto, face angelical, olhos azuis. Olha diretamente para onde estou, na rua onde moro, coberto pela névoa.
Mesmo tão diferente, parece tão familiar. Mesmo tão sombrio, é maravilhoso..
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Maldita - Embaixadores da Carne de Amanhã e Lembranças do Passado
"O que você não entende, o que você não entende
É que aqui dentro ainda bate um coração
Meu paraíso é perdido, meu paraíso é perdido
Não tenho para aonde ir, não tenho salvação"
...
"Por não ter para aonde correr
Por não ter nada que faça eu me sentir normal
O paraíso é aqui dentro mas eu não entendo"
É que aqui dentro ainda bate um coração
Meu paraíso é perdido, meu paraíso é perdido
Não tenho para aonde ir, não tenho salvação"
...
"Por não ter para aonde correr
Por não ter nada que faça eu me sentir normal
O paraíso é aqui dentro mas eu não entendo"
Letal
São 5 da manhã, o sonho estava bom, a fronha da frágil e nada confortável cama está encharcada, parece que a mastiguei a noite inteira. Apesar do frio que faz nesse maldito quarto, eu consigo encontrar um espaço só meu e que me faz melhor, mas agora tenho que me levantar.
Ah, quando era jovem, sonhava alto, queria ser um grande médico, talvez um bom advogado criminal ou até um administrador de uma empresa grande, na menor das hipóteses. Mas, infelizmente, tempo e determinação não são o bastante no mundo de hoje, precisamos de dinheiro e influência para conseguir algo nessa enorme máfia de nível mundial, e depois de tanto tempo dedicado aos estudos, aqui estou eu, em um pequeno e úmido quarto, vestindo um uniforme ridículo e subindo na moto emprestada de minha mãe, para trabalhar por um salário que não paga o tempo que levei estudando tanto.
Apenas acelerando o que a moto consegue, desviando de ruas onde há policiamento (não há grana para tirar a carteira) e quase desmaiando de sono, aqui vou em direção ao Pizza's Crab, uma pizzaria "pé-sujo" que aceitou meu currículo de contador e valorizou minha tentativa de formação em direito, onde trabalho apenas como entregador e limpo o banheiro, que incrivelmente entope sem que nenhum cliente use, aliás, há quanto tempo não vejo alguém aqui?
Depois de um tempo que cheguei, aqui estou, de pé no banheiro, todo sujo de você-sabe-o-quê, me olhando no espelho. Apenas observando quanto tempo passou, alisando a barba branca e agora suja de merda, que parece formar um par perfeito com minha face digna de psicopata. Ah, bem que eu seria um bom assassino, já usei meu cérebro para algo, e muito bem. Gostava de escrever, geralmente pequenos contos baseados em sonhos. Ligo a torneira, que mal funciona, mas dali sai uma água gelada e pura. Limpo-me rapidamente, pois ouvi o som do telefone, tenho que me apressar com isso que atender aquilo!
-Pizza's Crab?
-...
-Alô?
-Saia do estabelecimento e pegue o papel colado na porta.
Meio desconfiado e totalmente abismado com a hipótese de ter esse lixo em que trabalho assaltado, atravesso a loja como um ninja atrapalhadamente sorrateiro e identifico o papel, pego e loucamente volto correndo para a cozinha. No caminho, acabo escorregando no rastro de bosta que deixei pelo chão. Me sinto tonto e..O que é isso? O que diabos um unicórnio faz na minha casa? Eu estava em casa? Onde foi parar a pizzaria? Minha cabeça dói...
A dor de cabeça continua, mas parece que já se passaram horas. Ainda estou na pizzaria, coberto de sangue e cocô.Já anoiteceu, sinto um peso na perna e vejo que tem uma espécie de algema, mas com um dispositivo que pisca, e está verde. O que houve aqui? Já são 23:00! Mas como?
Parece que não veio nenhum maldito cliente enquanto eu estive deitado ali, e se apareceu algum, correu assustado com minha cena. Minha cabeça não está aberta, mas sangrou bastante, e felizmente, terminei por hoje.
Caminhando em direção à enferrujada porta, percebo que há um envelope preso numa dobradiça, parecia estar cheio, e o meu nome está escrito bem na frente: "BRUCE".
-Vamos ver o que tem aqui... - Abro o envelope, onde está um celular, uma carta e um alicate. Abri e comecei a ler a carta:
"Olá Sr. Bruce (como sabem meu nome?).
Sou membro de uma organização importante e que você conhece, sou aquele que te preparou para esse momento. Tornei tua vida desprezível e esmaguei teus sonhos, moldei um ser velho e acabado, que poderia ter se tornado um ser importante no mundo. Sem mais delongas, eis o que tenho em mente:
Aqui começa uma nova jornada. Aqui sua vida recomeça, eu posso tudo,e você apenas poderá obedecer, ou deixar que morra. Ah, não conseguirá escapar dessa vivo, se escolher a segunda opção, já que este dispositivo é uma bomba conectada à sua corrente sanguínea, que se acionada por mim, irá injetar uma quantidade suficiente para lhe matar, sem dor e sem sangue. Agora, poderá escolher entre terminar com sua vida insignificante, ou ouvir o que tenho a te propor. Se quiser prosseguir, pegue este alicate, saia e encontre uma pessoa na praça. Ela não está viva, acabou de ser assassinada por não pagar o que deve. Use o alicate para arrancar o dente que resta em sua boca, e verá o que fazer."
O que fazer?
Continua aieauiehae
Ah, quando era jovem, sonhava alto, queria ser um grande médico, talvez um bom advogado criminal ou até um administrador de uma empresa grande, na menor das hipóteses. Mas, infelizmente, tempo e determinação não são o bastante no mundo de hoje, precisamos de dinheiro e influência para conseguir algo nessa enorme máfia de nível mundial, e depois de tanto tempo dedicado aos estudos, aqui estou eu, em um pequeno e úmido quarto, vestindo um uniforme ridículo e subindo na moto emprestada de minha mãe, para trabalhar por um salário que não paga o tempo que levei estudando tanto.
Apenas acelerando o que a moto consegue, desviando de ruas onde há policiamento (não há grana para tirar a carteira) e quase desmaiando de sono, aqui vou em direção ao Pizza's Crab, uma pizzaria "pé-sujo" que aceitou meu currículo de contador e valorizou minha tentativa de formação em direito, onde trabalho apenas como entregador e limpo o banheiro, que incrivelmente entope sem que nenhum cliente use, aliás, há quanto tempo não vejo alguém aqui?
Depois de um tempo que cheguei, aqui estou, de pé no banheiro, todo sujo de você-sabe-o-quê, me olhando no espelho. Apenas observando quanto tempo passou, alisando a barba branca e agora suja de merda, que parece formar um par perfeito com minha face digna de psicopata. Ah, bem que eu seria um bom assassino, já usei meu cérebro para algo, e muito bem. Gostava de escrever, geralmente pequenos contos baseados em sonhos. Ligo a torneira, que mal funciona, mas dali sai uma água gelada e pura. Limpo-me rapidamente, pois ouvi o som do telefone, tenho que me apressar com isso que atender aquilo!
-Pizza's Crab?
-...
-Alô?
-Saia do estabelecimento e pegue o papel colado na porta.
Meio desconfiado e totalmente abismado com a hipótese de ter esse lixo em que trabalho assaltado, atravesso a loja como um ninja atrapalhadamente sorrateiro e identifico o papel, pego e loucamente volto correndo para a cozinha. No caminho, acabo escorregando no rastro de bosta que deixei pelo chão. Me sinto tonto e..O que é isso? O que diabos um unicórnio faz na minha casa? Eu estava em casa? Onde foi parar a pizzaria? Minha cabeça dói...
A dor de cabeça continua, mas parece que já se passaram horas. Ainda estou na pizzaria, coberto de sangue e cocô.Já anoiteceu, sinto um peso na perna e vejo que tem uma espécie de algema, mas com um dispositivo que pisca, e está verde. O que houve aqui? Já são 23:00! Mas como?
Parece que não veio nenhum maldito cliente enquanto eu estive deitado ali, e se apareceu algum, correu assustado com minha cena. Minha cabeça não está aberta, mas sangrou bastante, e felizmente, terminei por hoje.
Caminhando em direção à enferrujada porta, percebo que há um envelope preso numa dobradiça, parecia estar cheio, e o meu nome está escrito bem na frente: "BRUCE".
-Vamos ver o que tem aqui... - Abro o envelope, onde está um celular, uma carta e um alicate. Abri e comecei a ler a carta:
"Olá Sr. Bruce (como sabem meu nome?).
Sou membro de uma organização importante e que você conhece, sou aquele que te preparou para esse momento. Tornei tua vida desprezível e esmaguei teus sonhos, moldei um ser velho e acabado, que poderia ter se tornado um ser importante no mundo. Sem mais delongas, eis o que tenho em mente:
Aqui começa uma nova jornada. Aqui sua vida recomeça, eu posso tudo,e você apenas poderá obedecer, ou deixar que morra. Ah, não conseguirá escapar dessa vivo, se escolher a segunda opção, já que este dispositivo é uma bomba conectada à sua corrente sanguínea, que se acionada por mim, irá injetar uma quantidade suficiente para lhe matar, sem dor e sem sangue. Agora, poderá escolher entre terminar com sua vida insignificante, ou ouvir o que tenho a te propor. Se quiser prosseguir, pegue este alicate, saia e encontre uma pessoa na praça. Ela não está viva, acabou de ser assassinada por não pagar o que deve. Use o alicate para arrancar o dente que resta em sua boca, e verá o que fazer."
O que fazer?
Continua aieauiehae
terça-feira, 15 de maio de 2012
Não me espere
Hoje nos sentimos tão relevantes
tão vivos quanto zumbis
Me inspire de novo com sua carne
me deixe vivo, como nunca quis
Apunhale-me com lembranças
Me arranque toda a esperança
e não espere que o dia amanheça
faça-me sofrer, prometa nunca morrer
não importa o que aconteça
Não me espere essa noite
Não me procure aqui fora
aqui tudo começa
aqui o mal acorda
tão vivos quanto zumbis
Me inspire de novo com sua carne
me deixe vivo, como nunca quis
Apunhale-me com lembranças
Me arranque toda a esperança
e não espere que o dia amanheça
faça-me sofrer, prometa nunca morrer
não importa o que aconteça
Não me espere essa noite
Não me procure aqui fora
aqui tudo começa
aqui o mal acorda
Tão difícil
O que pensou que era? O que achou que estavam tramando o tempo todo?
Eu não tinha percebido sua indiferença quanto à mim
e isso torna tudo tão difícil...
Todos os dias olhava para o lado, sempre esperando encontrar meu olhar ao seu
Meu corpo não responde, minha mente já não esconde
Por quê eu continuo com medo?
Estou cansado, talvez eu deva ir embora..
Eu não tinha percebido sua indiferença quanto à mim
e isso torna tudo tão difícil...
Todos os dias olhava para o lado, sempre esperando encontrar meu olhar ao seu
Meu corpo não responde, minha mente já não esconde
Por quê eu continuo com medo?
Estou cansado, talvez eu deva ir embora..
domingo, 13 de maio de 2012
Sombras
Queria eu ter inspiração para escrever a noite toda
pois essa noite poderei sentir os sussurros da madrugada
ouvir o ruído de cada morcego que enfrenta a chuva fina e a brisa gelada
olhar entre meus braços e sentir um vazio naquelas veias
me sinto sozinho, mas sinto que há algo aqui
há uma esperança, há alguém que irá me dizer
"você não está sozinho, nunca esteve"
mas ainda é apenas uma breve lembrança, uma breve esperança
o sonho que muda meus pesadelos, a força que domina minha mente
e que também apodrece e empobrece minha vida
amanhece, a noite que parecia longa, termina enfim
você pode ouvir as sombras cantarolando ao amanhecer como eu posso?
pode senti-las sussurrando ao anoitecer?
pois essa noite poderei sentir os sussurros da madrugada
ouvir o ruído de cada morcego que enfrenta a chuva fina e a brisa gelada
olhar entre meus braços e sentir um vazio naquelas veias
me sinto sozinho, mas sinto que há algo aqui
há uma esperança, há alguém que irá me dizer
"você não está sozinho, nunca esteve"
mas ainda é apenas uma breve lembrança, uma breve esperança
o sonho que muda meus pesadelos, a força que domina minha mente
e que também apodrece e empobrece minha vida
amanhece, a noite que parecia longa, termina enfim
você pode ouvir as sombras cantarolando ao amanhecer como eu posso?
pode senti-las sussurrando ao anoitecer?
Lembro-me
Há quanto tempo...você se lembra? Sei que se passaram anos, a brisa não mais é forte o suficiente para balançar vossos cabelos, não é pura o suficiente para penetrar em vossos corpos e inspirar a mente dos pensadores. Tente se lembrar, tente recordar o tempo em que você corria, movimentava seu frágil e pálido corpo pela grama que um dia já foi tão verde e curta, e amortecia todas as suas quedas. Aqui, neste pequeno morro, onde todas as nossas esperanças se cruzaram pela primeira e última vez, onde seus olhos brilhavam à luz do sol, seus cabelos se agitavam como a árvore que nos abrigava na tempestade, não aguento de saudades, posso ver seu rosto em cada canto deste infinito campo, consigo sentir suas lágrimas em cada folha que cai desta enorme árvore, quero ouvir sua doce voz apenas mais uma vez.
O inverno está se aproximando, o frio que a estação me apresenta não é tão forte quanto o frio que minha alma sente junto à sua ausência, lágrimas banham a terra, não sinto nada, apenas ali fico, minha cabeça contra a árvore, a brisa calma acaricia meus cabelos, como se tentasse me consolar, a tristeza encravada em todo meu ser, mergulhada no fundo de minhas memórias. Assim como você, todos ao meu redor se foram, aqui estou sozinho, lamentando. Lembro-me que te deixei sozinha, chorando aqui, não há mais essência, não há mais motivos, não há mais como viver.
O inverno está se aproximando, o frio que a estação me apresenta não é tão forte quanto o frio que minha alma sente junto à sua ausência, lágrimas banham a terra, não sinto nada, apenas ali fico, minha cabeça contra a árvore, a brisa calma acaricia meus cabelos, como se tentasse me consolar, a tristeza encravada em todo meu ser, mergulhada no fundo de minhas memórias. Assim como você, todos ao meu redor se foram, aqui estou sozinho, lamentando. Lembro-me que te deixei sozinha, chorando aqui, não há mais essência, não há mais motivos, não há mais como viver.
Glória!
Nas colinas onde o passado caminha em encontro ao futuro
Recarrego minhas armas com o grito dos trovões
Chamo para minha lâmina energizada toda a esperança
"Podes até ser mais forte, mas terá que arrancar minha alma à força!"
Gritava do topo do castelo, minha voz ecoava por todo o monte
e sussurava nas profundezas dos abismos, onde a escuridão dominava.
"Que venha a guerra, que os deuses nos
nos ajudem!" Clamava, com olhos famintos pela vitória
Viemos de terras distantes, batalhas foram vencidas
Erguemos a bandeira de vossa Terra e clamamos por liberdade
E com a mão direita erguida, segurando a mais feroz das lâminas
Comandemos a armada dourada à glória!
Recarrego minhas armas com o grito dos trovões
Chamo para minha lâmina energizada toda a esperança
"Podes até ser mais forte, mas terá que arrancar minha alma à força!"
Gritava do topo do castelo, minha voz ecoava por todo o monte
e sussurava nas profundezas dos abismos, onde a escuridão dominava.
"Que venha a guerra, que os deuses nos
nos ajudem!" Clamava, com olhos famintos pela vitória
Viemos de terras distantes, batalhas foram vencidas
Erguemos a bandeira de vossa Terra e clamamos por liberdade
E com a mão direita erguida, segurando a mais feroz das lâminas
Comandemos a armada dourada à glória!
Sonhei
Normalmente, a essa hora, estaria em sono profundo, mas acordei e dei fim no sonho.É
sempre assim, estamos tendo um bom sonho e uma porra de um despertardor nos acorda.
Estranhei a casa, aliás, onde eu estou? O ambiente é totalmente diferente de como eu me
acostumei. Dormia em um quarto pequeno, parecia uma caverna, paredes brancas, úmidas e
frias, ficar ali dava calafrios. Agora me encontro em um quarto maior, com belas paredes
e bem claro, quente.
Levanto da cama tentando entender tudo isso, me afasto da cama e vou em direção ao
corredor, que parece levar ao resto da casa. Passava pelo corredor, ao contrário do
quarto, este cômodo era frio, haviam muitos quadros ali, muitos pareciam vigiar o que
passava.Distraído com tudo aquilo, esbarrei numa mesa de madeira e derrubei o vaso que
ali estava, o barulho foi alto, vejo algo vindo em minha direção, alguém com uma
voz forte dizer:
- COLLIE ENTRARGIAN! Que merda você fez agora? - Estranhei o nome, mas involuntariamente
respondi: -Foi sem querer mãe, desculpe - Espere, não reconheço aquele rosto, como chamei
esta pessoa de mãe? Onde estou? Ali continuei, vendo a mulher de aparência velha
resmungar coisas e limpar o chão, se levantar e ir em direção ao que parecia ser a
cozinha.
Um pouco perdido, encontrei o banheiro. A porta estava meio emperrada, custou a abrir, me
deparei com algo bem familiar, as roupas sujas estavam no canto do banheiro, assim como
era em minha casa. Refleti um pouco sobre isso e dei uma risada, e então fui em direção
ao espelho.
-CARALHO! - Gritei. Que rosto é esse, quem é esse? Apenas me identifiquei com a camisa da
banda que mais curtia. Encontrei no espelho um rosto fino, pálido, olhos arregalados e
destacados pela olheira, cabelos curtos e negros. Enquanto estava ali, ouvi de novo a
pesada voz do que antes havia chamado de mãe:
-Ei, está atrasado, você não ia no tal do evento na cidade de Rylie?
- Onde? - Disse meio confuso. - Em Rylie, a tal da cidade do destino ou sei lá
Já tinha ouvido aquele nome em algum lugar..Exato! Sempre via essa cidade em meus sonhos,
geralmente apenas um anúncio ou uma placa indicando, mas nunca cheguei a ir naquela
direção.
Arrumei-me, mesmo sem saber para o quê, corri em direção a rua e vi algo que não
conhecia, mas sabia exatamente o que era, andava ao que parecia ser um ponto de ônibus.
Ali esperava por um ônibus da tal cidade que aparecia em meus sonhos, mas o que significa
isso tudo? Ainda estou sonhando? Não, é muito real para ser um sonho, mas parece ser algo
fictício.
O ônibus logo chegou, entrei e estranhei o tal ônibus vazio, escolhi um local para
sentar. Não sei o porquê, mas adorava sentar na parte alta do ônibus, geralmente colocava
algo do lado para ninguém sentar, pensava que guardara o local para alguém, mas esse
alguém nunca havia aparecido.
Chegando no ponto seguinte, entra um homem de má aparência, baixo e calvo, vestido com um
agasalho (fazia muito calor dentro e fora do ônibus) e uma calça larga. Só percebi essa
estranha figura entrando quando sentou ao meu lado, parecia preocupado. Perguntei:
-Olá, desculpe perguntar, mas como é Rylie?
-Rylie? - Perguntou o velho homem -Do que está falando?
-Sim, a cidade para que o ônibus está nos levando.
-Ah claro, não é exatamente uma cidade, é um ponto onde pessoas religiosas costumam
frequentar.
Depois de ouvir isso, olhei um pouco para fora pensando em como eu iria para um lugar
assim, se não tenho alguma religião, não há motivos para me direcionar até lá, e de novo,
o que está acontecendo?
-Na verdade este local fica longe, se quiser você pode dormir um pouco - Diz o velho
homem, interrompendo meus pensamentos.
-Não estou com sono - disse com uma voz meio grossa, talvez tentando avisá-lo que não sou
burro, já que ele agia como se estivesse interessado em algo que eu tinha.
-Já que você não necessita de minha ajuda, estou indo embora - disse o velho,
levantando-se e descendo do ônibus. Ajuda..foi isso que ouvi? Por quê alguém desconhecido
me diria isso? Olhei da janela o velho homem. Já não era mais velho, havia ganhado uma
aparência de executivo, com aquele smoking e uma maleta em mãos.
De de algumas pessoas entrarem no ônibus, se destacou uma jovem com aparência de ums 17
anos, cabelos castanhos que brilhavam na luz. Conversava com uma outra garota, eu podia
ouvir sua doce voz, suave e baixa. Esta então sentou ao meu lado, olhou em meus olhos,
seus belos olhos castanhos se destacavam em um lindo rosto, e tornou-se a virar
novamente para sua acompanhante ali.
Tornei a cair no sono. Geralmente seria acordado pelo ônibus, já que a rua estava
em péssima qualidade, mas foi diferente, o sono era pesado, quase totalmente apagado,
pensei em tudo que estava acontecendo, mas fui acordado por uma trovoada. Olhei pela
janela e vi grandes nuvens cobrir todo o céu. Voltei a fechar os olhos e ouvi que havia
começado a chover, mas logo foi ignorada pelo sono.
Comecei a entrar numa espécie de sonho, descia do ônibus e corria na chuva até um
bar, estranhei a quantidade de cabelos e o volume maior no peito, além da falta de volume
na apertada calça. Me olhei num pequeno espelho e vi que já não era mais um homem. Eu
poderia ter uma fantasia com aquela bela garota que vi no ônibus, mas sonhar ser ela?
Parecia perder o movimento, apenas tinha a visão do local, mas me movia
involuntariamente. Assiti a jovem ser assediada por várias pessoas ali no bar, a chuva
não parava, mas o movimento era grande ali, consegui ver uma placa, e a placa indicava
"Rylie /\" e outra avisando "Bem-vindo a Orenop". Involuntariamente ignorei a tal placa e
continuei conversando com as pessoas ali perto. O bar era no alto de um morro, com uma
bela vista da cidade. Onde havia sentado dava para ver o céu coberto por grandes e
carregadas nuvens negras, pareciam descer e finalmente se chocaram com a terra. Um grande
tufão se formou e devastava a cidade, logo formou-se outro e outros, pareciam grandes
demônios negros realizando o apocalipse, limpando tudo que via pela frente.
Muitas coisas voavam e passavam perigosamente pelo bar, não sabia o que estava fazendo,
mas parecia procurar alguém, até que algo me atingiu. Senti a batida e caí no chão,
tentava gritar por ajuda mas não tinha fôlego, olhei para o lado e vi a cidade em chamas.
Fechei os olhos e acordei no ônibus, não mais cheio, mas com algumas pessoas, a
jovem que estava ao meu lado já havia ido embora. Me olhei no espelho que levava comigo e
vi que ainda era o garoto no qual acordei antes, olhei mas no canto do espelho e vi uma
placa na outra rodovia, que levava ao lado contrário do ônibus: " /\ Orenop"
Me assustei, não sabia por quê, mas antes tudo era real. Corri para a porta do ônibus e
loucamente pedi para abrir, saltei do ônibus e corri em direção contrária ao tal. A
estrada estava agitada, pessoas correndo, carros abandonados, um cenário apocaliptico.
Uma série de furacões eram vistos um pouco longe dali, mas causava pânico.
A estrada parecia subir um morro, quando então vi um bar destruído e alguns corpos
estendidos no chão. Procurei rapidamente por aquela tal jovem do sonho, perdi um bom
tempo até encontrá-la, estava nos últimos sopros de vida. Fui ao chão e falei com ela,
com uma grande quantidade de lágrima nos olhos: - Não morra! - Ela disse:
- Estranho, sonhei com você esta noite - E já não havia mais pulso.
Ali fiquei, chorando junto ao seu pálido corpo sem vida, até que acordo com o despertar
do relógio, agora era tudo como antes, fiquei feliz por ser só um sonho, mas confuso pelo
sonho que acabaria de ter, me mantive na cama, pensando em tudo, mas como poderia ser apenas um sonho, se eu me sinto cansado?
Visivelmente distraído, me arrumava para mais um dia na escola. Depois de 5 minutos
esperando, peguei o ônibus normalmente. Estranhamente vi passando na rua o tal homem que entrara no ônibus no sonho que tive, conversando com o outro de smoking e maleta. Espalmei as mãos em meu rosto e tentava me esquecer um pouco daquilo, senti a presença de alguém e vi que sentaram ao meu lado. Era
exatamente a tal garota do sonho que tive, estava distraída, viu que eu havia me mexido e olhou para meu rosto, espantou-se e disse com uma doce voz:
-Estranho.. - O quê? Perguntei.
-Sonhei com você esta noite.
sempre assim, estamos tendo um bom sonho e uma porra de um despertardor nos acorda.
Estranhei a casa, aliás, onde eu estou? O ambiente é totalmente diferente de como eu me
acostumei. Dormia em um quarto pequeno, parecia uma caverna, paredes brancas, úmidas e
frias, ficar ali dava calafrios. Agora me encontro em um quarto maior, com belas paredes
e bem claro, quente.
Levanto da cama tentando entender tudo isso, me afasto da cama e vou em direção ao
corredor, que parece levar ao resto da casa. Passava pelo corredor, ao contrário do
quarto, este cômodo era frio, haviam muitos quadros ali, muitos pareciam vigiar o que
passava.Distraído com tudo aquilo, esbarrei numa mesa de madeira e derrubei o vaso que
ali estava, o barulho foi alto, vejo algo vindo em minha direção, alguém com uma
voz forte dizer:
- COLLIE ENTRARGIAN! Que merda você fez agora? - Estranhei o nome, mas involuntariamente
respondi: -Foi sem querer mãe, desculpe - Espere, não reconheço aquele rosto, como chamei
esta pessoa de mãe? Onde estou? Ali continuei, vendo a mulher de aparência velha
resmungar coisas e limpar o chão, se levantar e ir em direção ao que parecia ser a
cozinha.
Um pouco perdido, encontrei o banheiro. A porta estava meio emperrada, custou a abrir, me
deparei com algo bem familiar, as roupas sujas estavam no canto do banheiro, assim como
era em minha casa. Refleti um pouco sobre isso e dei uma risada, e então fui em direção
ao espelho.
-CARALHO! - Gritei. Que rosto é esse, quem é esse? Apenas me identifiquei com a camisa da
banda que mais curtia. Encontrei no espelho um rosto fino, pálido, olhos arregalados e
destacados pela olheira, cabelos curtos e negros. Enquanto estava ali, ouvi de novo a
pesada voz do que antes havia chamado de mãe:
-Ei, está atrasado, você não ia no tal do evento na cidade de Rylie?
- Onde? - Disse meio confuso. - Em Rylie, a tal da cidade do destino ou sei lá
Já tinha ouvido aquele nome em algum lugar..Exato! Sempre via essa cidade em meus sonhos,
geralmente apenas um anúncio ou uma placa indicando, mas nunca cheguei a ir naquela
direção.
Arrumei-me, mesmo sem saber para o quê, corri em direção a rua e vi algo que não
conhecia, mas sabia exatamente o que era, andava ao que parecia ser um ponto de ônibus.
Ali esperava por um ônibus da tal cidade que aparecia em meus sonhos, mas o que significa
isso tudo? Ainda estou sonhando? Não, é muito real para ser um sonho, mas parece ser algo
fictício.
O ônibus logo chegou, entrei e estranhei o tal ônibus vazio, escolhi um local para
sentar. Não sei o porquê, mas adorava sentar na parte alta do ônibus, geralmente colocava
algo do lado para ninguém sentar, pensava que guardara o local para alguém, mas esse
alguém nunca havia aparecido.
Chegando no ponto seguinte, entra um homem de má aparência, baixo e calvo, vestido com um
agasalho (fazia muito calor dentro e fora do ônibus) e uma calça larga. Só percebi essa
estranha figura entrando quando sentou ao meu lado, parecia preocupado. Perguntei:
-Olá, desculpe perguntar, mas como é Rylie?
-Rylie? - Perguntou o velho homem -Do que está falando?
-Sim, a cidade para que o ônibus está nos levando.
-Ah claro, não é exatamente uma cidade, é um ponto onde pessoas religiosas costumam
frequentar.
Depois de ouvir isso, olhei um pouco para fora pensando em como eu iria para um lugar
assim, se não tenho alguma religião, não há motivos para me direcionar até lá, e de novo,
o que está acontecendo?
-Na verdade este local fica longe, se quiser você pode dormir um pouco - Diz o velho
homem, interrompendo meus pensamentos.
-Não estou com sono - disse com uma voz meio grossa, talvez tentando avisá-lo que não sou
burro, já que ele agia como se estivesse interessado em algo que eu tinha.
-Já que você não necessita de minha ajuda, estou indo embora - disse o velho,
levantando-se e descendo do ônibus. Ajuda..foi isso que ouvi? Por quê alguém desconhecido
me diria isso? Olhei da janela o velho homem. Já não era mais velho, havia ganhado uma
aparência de executivo, com aquele smoking e uma maleta em mãos.
De de algumas pessoas entrarem no ônibus, se destacou uma jovem com aparência de ums 17
anos, cabelos castanhos que brilhavam na luz. Conversava com uma outra garota, eu podia
ouvir sua doce voz, suave e baixa. Esta então sentou ao meu lado, olhou em meus olhos,
seus belos olhos castanhos se destacavam em um lindo rosto, e tornou-se a virar
novamente para sua acompanhante ali.
Tornei a cair no sono. Geralmente seria acordado pelo ônibus, já que a rua estava
em péssima qualidade, mas foi diferente, o sono era pesado, quase totalmente apagado,
pensei em tudo que estava acontecendo, mas fui acordado por uma trovoada. Olhei pela
janela e vi grandes nuvens cobrir todo o céu. Voltei a fechar os olhos e ouvi que havia
começado a chover, mas logo foi ignorada pelo sono.
Comecei a entrar numa espécie de sonho, descia do ônibus e corria na chuva até um
bar, estranhei a quantidade de cabelos e o volume maior no peito, além da falta de volume
na apertada calça. Me olhei num pequeno espelho e vi que já não era mais um homem. Eu
poderia ter uma fantasia com aquela bela garota que vi no ônibus, mas sonhar ser ela?
Parecia perder o movimento, apenas tinha a visão do local, mas me movia
involuntariamente. Assiti a jovem ser assediada por várias pessoas ali no bar, a chuva
não parava, mas o movimento era grande ali, consegui ver uma placa, e a placa indicava
"Rylie /\" e outra avisando "Bem-vindo a Orenop". Involuntariamente ignorei a tal placa e
continuei conversando com as pessoas ali perto. O bar era no alto de um morro, com uma
bela vista da cidade. Onde havia sentado dava para ver o céu coberto por grandes e
carregadas nuvens negras, pareciam descer e finalmente se chocaram com a terra. Um grande
tufão se formou e devastava a cidade, logo formou-se outro e outros, pareciam grandes
demônios negros realizando o apocalipse, limpando tudo que via pela frente.
Muitas coisas voavam e passavam perigosamente pelo bar, não sabia o que estava fazendo,
mas parecia procurar alguém, até que algo me atingiu. Senti a batida e caí no chão,
tentava gritar por ajuda mas não tinha fôlego, olhei para o lado e vi a cidade em chamas.
Fechei os olhos e acordei no ônibus, não mais cheio, mas com algumas pessoas, a
jovem que estava ao meu lado já havia ido embora. Me olhei no espelho que levava comigo e
vi que ainda era o garoto no qual acordei antes, olhei mas no canto do espelho e vi uma
placa na outra rodovia, que levava ao lado contrário do ônibus: " /\ Orenop"
Me assustei, não sabia por quê, mas antes tudo era real. Corri para a porta do ônibus e
loucamente pedi para abrir, saltei do ônibus e corri em direção contrária ao tal. A
estrada estava agitada, pessoas correndo, carros abandonados, um cenário apocaliptico.
Uma série de furacões eram vistos um pouco longe dali, mas causava pânico.
A estrada parecia subir um morro, quando então vi um bar destruído e alguns corpos
estendidos no chão. Procurei rapidamente por aquela tal jovem do sonho, perdi um bom
tempo até encontrá-la, estava nos últimos sopros de vida. Fui ao chão e falei com ela,
com uma grande quantidade de lágrima nos olhos: - Não morra! - Ela disse:
- Estranho, sonhei com você esta noite - E já não havia mais pulso.
Ali fiquei, chorando junto ao seu pálido corpo sem vida, até que acordo com o despertar
do relógio, agora era tudo como antes, fiquei feliz por ser só um sonho, mas confuso pelo
sonho que acabaria de ter, me mantive na cama, pensando em tudo, mas como poderia ser apenas um sonho, se eu me sinto cansado?
Visivelmente distraído, me arrumava para mais um dia na escola. Depois de 5 minutos
esperando, peguei o ônibus normalmente. Estranhamente vi passando na rua o tal homem que entrara no ônibus no sonho que tive, conversando com o outro de smoking e maleta. Espalmei as mãos em meu rosto e tentava me esquecer um pouco daquilo, senti a presença de alguém e vi que sentaram ao meu lado. Era
exatamente a tal garota do sonho que tive, estava distraída, viu que eu havia me mexido e olhou para meu rosto, espantou-se e disse com uma doce voz:
-Estranho.. - O quê? Perguntei.
-Sonhei com você esta noite.
Longe
É, estive longe. E não pense que eu não sei o real motivo de estar indo assim, eu só quero ver alguém sentir minha falta, acordar ouvindo minha voz e me procurar em todos os cantos, sentir minha presença junto com um pesar por não me ver, apenas para eu me sentir melhor, apenas para me sentir especial. Mas no caminho nada senti, longe de casa nada recebi, e na volta ninguém percebeu que eu havia saído. Agora sinto em minha pele a verdade que até agora estava escondida, ninguém precisa de nada que faço, ninguém precisa de mim. Mas enquanto estive fora, senti falta de cada segundo em que era ignorado e adorava isso, me sentia feliz sendo manipulado aqui, e agora que tudo se revelou, o que mais quero é voltar e viver tudo de novo..
Acorde
Pequena donzela, traços pequenos, tão inocente, tão sonhadora..
Acorde pequena menina que escolheu repousar à lua ao invés de caminhar entre seus semelhantes..
Acorde pequeno pedaço da perfeição, você pode até sonhar alto, mas não deve viver o sonho como se fosse realidade..
Acorde pequena, não corra em direção à estrada coberta por neblina, que lhe promete chegar aos céus, não caminhe por essas pequenas ruelas esperando encontrar o que sempre desejou, apenas verá que o que lhe prometeram nunca existira, que seu conto de fadas apenas a levou ao abismo da solidão, e então será tarde para refazer suas escolhas.
Acorde grande pedaço de gelo no oceano, assim como se comporta, apenas derrubará as pequenas embarcações, que portam sua felicidade..
Acorde pequena dama, pois se tentar voar, pulará dos céus em busca do infinito, mas irá descobrir que em suas costas não existem asas, e então infinitamente cairá, até que seus semelhantes mostrarão que nada se assemelham à você, se lembrarão de que um dia caminhava em volta deles e do limbo será salva por eles, apenas para presenciarem mais uma ida de uma pequena dozenla, de traços pequenos, tão inocente, adentrando de novo na escuridão..
Acorde pequena menina que escolheu repousar à lua ao invés de caminhar entre seus semelhantes..
Acorde pequeno pedaço da perfeição, você pode até sonhar alto, mas não deve viver o sonho como se fosse realidade..
Acorde pequena, não corra em direção à estrada coberta por neblina, que lhe promete chegar aos céus, não caminhe por essas pequenas ruelas esperando encontrar o que sempre desejou, apenas verá que o que lhe prometeram nunca existira, que seu conto de fadas apenas a levou ao abismo da solidão, e então será tarde para refazer suas escolhas.
Acorde grande pedaço de gelo no oceano, assim como se comporta, apenas derrubará as pequenas embarcações, que portam sua felicidade..
Acorde pequena dama, pois se tentar voar, pulará dos céus em busca do infinito, mas irá descobrir que em suas costas não existem asas, e então infinitamente cairá, até que seus semelhantes mostrarão que nada se assemelham à você, se lembrarão de que um dia caminhava em volta deles e do limbo será salva por eles, apenas para presenciarem mais uma ida de uma pequena dozenla, de traços pequenos, tão inocente, adentrando de novo na escuridão..
A sanidade é um fardo
Perdendo a sanidade, não há tempo para voltar atrás. Tudo que foi feito será marcado em minha pele. Quando pensava ter volta, era apenas um sonho, que agora desapareceu, deixando apenas o vazio da realidade,onde o Sol não mais brilha, o céu pinta a grama de cinza e a névoa cobre o horizonte.
Vivemos fingindo que podemos cobrir vossa realidade com a névoa dos sonhos, mas o único resultado que veremos será um caminho impossível de se enxergar, que esconde obstáculos invisíveis para quem torna olhos os sonhos. Então acorde, levante e corra, antes que os fantasmas do tempo lembrem-se de você, doce e inocente, cruel e valente, perfeitamente imperfeita peça deste enorme jogo, que apenas terminará com vosso sofrimento..
Vivemos fingindo que podemos cobrir vossa realidade com a névoa dos sonhos, mas o único resultado que veremos será um caminho impossível de se enxergar, que esconde obstáculos invisíveis para quem torna olhos os sonhos. Então acorde, levante e corra, antes que os fantasmas do tempo lembrem-se de você, doce e inocente, cruel e valente, perfeitamente imperfeita peça deste enorme jogo, que apenas terminará com vosso sofrimento..
Vermelha seja a verdade, como o sangue que de meus semelhantes pude ver sair
E lá estava, o céu tomara um tom avermelhado, o negro da capa escurecia todas as lâmpadas ali, sua aparição era um verdadeiro assombro, dava para sentir o cheiro do medo de todos ali, mesmo sendo um mero mortal, eu podia sentir esse cheiro. E então uma voz alta e forte ecoou sobre vossos ouvidos: - Espero que eu não tenha assustado-os, apenas busco um de vocês, aquele que fala, mas não se ouve sua voz, o que respira, mas parece morto e não parece estar entre vocês - Todos olharam para mim, sabiam quem era. Dei dois passos para frente e encarei seus olhos, vazios e ao mesmo tempo complexos, e disse: -Sou eu quem você procura.
- Você terá que escolher entre manter essas pessoas vivas, essas que por tanto tempo te julgaram, outras feriram-te, e uma pessoa em especial jogou-te em tua cova e jogou-te a pesada terra. Mas para isso, terá que entregar-me sua vida. - Disse ele, com um tom sério, mas sorrindo como se fosse divertido.
- Leve-me, não tenho nada a oferecer para este mundo, e mesmo se tivesse, guardaria comigo em meu túmulo, eles devem ter mais esperança que eu, não devem me odiar, talvez sejam a salvação da humanidade.
- Então a escolha foi feita, mas tenho outra proposta para vocês - Disse o vulto, apontando para a multidão que entrou em desespero. - Aqui invocarei uma criatura, esta é forte, mas com tantos assim, não conseguiria fazer nada. Vocês escolhem entre ficar aqui e matar esta criatura, ou deixar que ela devore o garoto e sair pela porta da frente, que agora está aberta. - E então vi todos correrem para a porta, inclusive meus poucos amigos e uma garota que me mantinha motivado neste mundo. Me ajoelhei e só esperei a criatura me alcançar, e quando ela já estava perto, pegou fogo e agonizou no chão, transformando-se de novo naquele vulto, este começou a falar: - Eu te manterei vivo, mas sei que não considerará como misericórdia, já que viu seus amigos se acovardando diante de você e a menina nem sequer olhando para trás. Agora irei embora, e apenas deixarei com você essa adaga- Disse me entregando uma adaga, cercada por uma aura negra que correu minha mão, e depois se inquietou.
- Sabe o que fazer, agora vá. -
Hoje faz 20 anos desde que conversei com ele, desde que este me mostrou a verdade, e eu matei minha sede. Ainda sinto o sangue escorrer por meus braços, aqueles rostos que já sorriram para mim agora agonizando e a vadia que tanto amei morrendo sobre eles. No fim de tudo, a adaga corroeu-me a alma. Os jornais disseram que o inferno era meu caminho final, mas aqui estou, olhando para vocês, e você pode ser o próximo a enxergar a verdade, te mostrarei o que você não consegue ver, e darei-te um empurrãozinho.
- Você terá que escolher entre manter essas pessoas vivas, essas que por tanto tempo te julgaram, outras feriram-te, e uma pessoa em especial jogou-te em tua cova e jogou-te a pesada terra. Mas para isso, terá que entregar-me sua vida. - Disse ele, com um tom sério, mas sorrindo como se fosse divertido.
- Leve-me, não tenho nada a oferecer para este mundo, e mesmo se tivesse, guardaria comigo em meu túmulo, eles devem ter mais esperança que eu, não devem me odiar, talvez sejam a salvação da humanidade.
- Então a escolha foi feita, mas tenho outra proposta para vocês - Disse o vulto, apontando para a multidão que entrou em desespero. - Aqui invocarei uma criatura, esta é forte, mas com tantos assim, não conseguiria fazer nada. Vocês escolhem entre ficar aqui e matar esta criatura, ou deixar que ela devore o garoto e sair pela porta da frente, que agora está aberta. - E então vi todos correrem para a porta, inclusive meus poucos amigos e uma garota que me mantinha motivado neste mundo. Me ajoelhei e só esperei a criatura me alcançar, e quando ela já estava perto, pegou fogo e agonizou no chão, transformando-se de novo naquele vulto, este começou a falar: - Eu te manterei vivo, mas sei que não considerará como misericórdia, já que viu seus amigos se acovardando diante de você e a menina nem sequer olhando para trás. Agora irei embora, e apenas deixarei com você essa adaga- Disse me entregando uma adaga, cercada por uma aura negra que correu minha mão, e depois se inquietou.
- Sabe o que fazer, agora vá. -
Hoje faz 20 anos desde que conversei com ele, desde que este me mostrou a verdade, e eu matei minha sede. Ainda sinto o sangue escorrer por meus braços, aqueles rostos que já sorriram para mim agora agonizando e a vadia que tanto amei morrendo sobre eles. No fim de tudo, a adaga corroeu-me a alma. Os jornais disseram que o inferno era meu caminho final, mas aqui estou, olhando para vocês, e você pode ser o próximo a enxergar a verdade, te mostrarei o que você não consegue ver, e darei-te um empurrãozinho.
Para sempre e mais um dia
Sim, sou eu
Sou todos aqueles que você conversa
Sou tudo aquilo com que você interage
Sou o seu cenário preferido quando sonha
e seu terrível vilão em um pesadelo
Sou uma estrela no céu vigiado por seu olhar
e o cometa que se desfaz no horizonte
Sou o vento que desarruma seu cabelo
e a brisa que te refresca
Sou seu protetor para sempre
e levarei sua memória em meu bolso
para que esteja sempre confortável, pois
Você é tudo com que converso
Você é tudo com que eu interajo
Você é meu cenário preferido quando sonho
e uma terrível vilã em um pesadelo
Você é uma estrela no céu vigiado por meu olhar
e o cometa que se desfaz no horizonte
Você é o vento que desarruma meu cabelo
e a brisa que me refresca
Você é minha protetora para sempre
e levará minha memória em seu bolso
para que esteja sempre confortável, pois
tudo sempre se repetirá..
Porque é tudo o que eu preciso
talvez seja tudo o que você precisa
para sempre e mais um dia.
Sou todos aqueles que você conversa
Sou tudo aquilo com que você interage
Sou o seu cenário preferido quando sonha
e seu terrível vilão em um pesadelo
Sou uma estrela no céu vigiado por seu olhar
e o cometa que se desfaz no horizonte
Sou o vento que desarruma seu cabelo
e a brisa que te refresca
Sou seu protetor para sempre
e levarei sua memória em meu bolso
para que esteja sempre confortável, pois
Você é tudo com que converso
Você é tudo com que eu interajo
Você é meu cenário preferido quando sonho
e uma terrível vilã em um pesadelo
Você é uma estrela no céu vigiado por meu olhar
e o cometa que se desfaz no horizonte
Você é o vento que desarruma meu cabelo
e a brisa que me refresca
Você é minha protetora para sempre
e levará minha memória em seu bolso
para que esteja sempre confortável, pois
tudo sempre se repetirá..
Porque é tudo o que eu preciso
talvez seja tudo o que você precisa
para sempre e mais um dia.
Crônicas do Deus salmão
" Olá você, alguém que decidiu ver o que tinha entre meus bolsos, pescou-me e verificou minhas roupas, encontrou-me entre as areias da praia ou até identificou meus pedaços entre peixes.
Bem-vindo você que agora está lendo este pequeno diário, provavelmente folheando-o em busca de algo que possa estar aqui dentro. Sinto muito, aqui você não encontrará nada além de memórias, coração e mente deste que escrevia em madrugadas frias e tardes tristes, aqui verá a total presença e ausência de relatos, pensamentos e lembranças.
Olá de novo, não me apresentei devidamente. Sou aquele que aparece em seus piores pesadelos e piores sonhos, mas não sou o vilão, e nem sequer a loira avantajada que parece tão fácil. Estou presente em cada pensamento seu. Não sou Deus, e se você crê no tal, digo com pesar que seus 5 minutos antes de dormir de orações não o trarão a salvação. Enfim, este não é relevante, nem para quem escreve, nem para quem lê, afinal, nesta altura do campeonato, pensar no futuro sem o fim é pior que pensar no fim do futuro. No fundo, todos sabemos que se o hoje é difícil, as coisas irão piorar. A maioria dos jogos, livros e filmes nos mostram o mesmo enredo: O início te dirá o objetivo; o meio, a dificuldade de alcançar o objetivo e então o fim lhe mostra que tudo será melhor. Infelizmente, a minoria tenta mostrar que nem sempre o final é feliz, mas com o intuito de apenas ser diferente de seus concorrentes, e acabam com a real finalidade, que talvez nunca seja a finalidade real, já que essa "metáfora" das estórias com a realidade seja só uma coincidência, e no final o ser humano realiza tudo sem querer. Enfim, a real finalidade daquele final infeliz que você tanto odeia é mostrar a realidade, nem sempre você vai alcançar o que quer, e hoje não depende apenas de você.
Talvez agora a leitura esteja mais interessante.. Interaja, pense, reflita. Faça a si mesmo uma pergunta: Você poderia prever o futuro? Tenho a convicção de que sei a resposta. Também posso afirmar que todos podemos conhecer nosso futuro, mas há algo que inibirá esse chamado poder supremo, que é tão simples: Esperança. Ah, a esperança nos faz acreditar em algo impossível? Não, a esperança nos permite ver que as coisas não são impossíveis. Aliás, não há nada impossível atualmente. Representamos um caso curioso na Terra, onde o assassino se tornará um suicída, nossa espécie cria um veneno letal e então o injeta em sua própria veia. Pessoas acreditam no inferno, temem ele e por isso procuram ser bons em sua passagem pela Terra, mas talvez esse seja o inferno, não o nosso, mas o de seres mais antigos...os donos daqui.
Este diário não é um livrinho educativo, não vou lhe dizer que drogas são más e que Deus é bom, não irei dizer que o amor é lindo e "all we need is love". Talvez seja um pouco tarde para dizer isso, né? "
Quando o fim começa..
Este é o início. Sob um layout simples, sendo controlado por alguém que mal sabe arrumar seu quarto, mas que talvez tenha um bom conteúdo para lhes oferecer. Aqui encontrará a presença e ausência da mistura de mente e coração, resumidos em palavras. Lhes ofereço também uma página limpa, apenas com minhas criações, espero que gostem de tudo, e se não gostarem, que gritem nos comentários.
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