domingo, 22 de abril de 2018

Texto sobre globalização

Muito se diz sobre o processo de globalização atualmente. Em tempos de informações em massa produzidas instantaneamente, o objetivo principal dos veículos que alimentam os canhões de notícias pelo mundo deixou de ser exclusivamente a investigação, análise e transmissão dessas mensagens e iniciou-se uma guerra. Censura, omissão de informações, fake news. A grande guerra travada na mídia e na internet é a guerra das narrativas.
A associação entre esta guerra de narrativas e a globalização se deve principalmente ao poder que influenciadores e a mídia possuem de distorcer, inventar e omitir dados importantes para uma avaliação mais contundente do impacto da globalização no mundo. 
Citar a influência desses fatores no tema primariamente é importante para que os problemas sejam abordados de forma apropriada, levando em conta que a perpetuação de problemas e conflitos também é uma arma usada para manutenção de projetos de poder. Compreender o efeito de ações políticas perpetradas por líderes responsáveis pelos países mais atingidos pela miséria é valoroso para avançar à erradicação do maior mal sofrido pela humanidade.
É louvável indignar-se com o desperdício de recursos das grandes potências do mundo, investindo em gastos militares e tecnologia enquanto parte do mundo vive em penúria. A pobreza parece só aumentar, mas a civilização cada vez mais avança! Paradoxal.
Mas alguns dados podem demonstrar que a globalização é um fenômeno combativo à miséria. O mais importante é o gráfico disponibilizado pelo site insider.pro, no artigo A evolução da pobreza [1]. O diagrama mostra a percentagem da população mundial a viver em pobreza absoluta. Em 1820, 95% dos habitantes no mundo viviam na miséria, mas, com o passar dos anos, os avanços da civilização resultaram na queda contínua na miséria, com exceção da estagnação causada pela Crise de 29. Após o evento, a queda na porcentagem foi mais abrupta, com a aplicação de conceitos de liberdade política e econômica e a globalização.
Outro dado importante é a comparação entre o índice de liberdade econômica e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). De acordo com o site institutoliberal.org [2], utilizando dados oficiais da ONU (Human Development Report 2016 Human Development for Everyone[3]), os países com maior liberdade econômica, ou seja, com economia aberta e acessível, possuem os maiores índices de IDH no mundo. 
A correlação dos índices de liberdade e IDH e os gráficos apontando a queda da pobreza no mundo prova que aspectos políticos regionais precisam ser prioridade quando o foco é erradicar a miséria no mundo. A globalização foi marcada pela abertura de mercados dos diferentes países no mundo, permitindo a interação entre diferentes economias e, com isso, aumentando a circulação de recursos pelo planeta.
Um grande exemplo de sucesso do processo de globalização é a Nova Zelândia, com economia predominantemente agrária, possui um modelo econômico aberto e participa de tratados de livre mercado na região que pertence. Especialistas em finanças recomendam o modelo econômico neo-zelandês como saída para a crise econômica no Brasil [4].
Também pode ser analisado o grande fenômeno pelo qual a globalização frequentemente é culpabilizada: a imigração. Os três países líderes em população imigrante [5] atualmente são exatamente as três maiores potências mundiais do mundo. Os índices econômicos e a diferença de políticas são grandes fatores para esse deslocamento, sempre saindo de países fechados economicamente e repressivos para países mais livres e economias abertas. Todos estão buscando melhores condições.
Quando a palavra miséria é levantada em um ambiente, geralmente a primeira palavra que surge relacionada é a África. As imagens de penúria e sofrimento são terríveis. O mundo abandonou-os para a morte.
Infelizmente a África parece não fazer parte da queda da miséria contínua no mundo. Mas quais são as causas?
Além dos problemas relacionados ao processo de colonização e exploração européia, até hoje a África é atormentada por conflitos civis e é um dos continentes com maior número de ditaduras atualmente. Possuem pelo menos 15 governos autoritários [6], que, em seus projetos de poder, acompanham práticas tóxicas  de economia e política, desfavorecendo completamente a possibilidade de enriquecimento oferecida pela economia mundial.