quarta-feira, 1 de abril de 2015

Sonhos

Sonhei que andava por um lugar ao ar livre com grandes arcos. Sob meus pés a grama baixa e fofa, uma brisa fria balançava minhas roupas e chovia, mas não haviam nuvens. Era uma sensação comum no inverno, mas com um ar mais leve que o usual, não havia nada no horizonte, apenas o céu sem fim e os morros gramados e as pequenas árvores balançando com o vento. Era quase tudo comum, mas mudava a cada arco que eu deixava pra trás.
Ao pisar na sombra deixada na grama por um dos vários monumentos à minha frente, meus olhos piscam involuntariamente e por um segundo estou em outro lugar, completamente diferente. O ar é pesado, o chão é gélido, mas faz calor. Uma gota de suor corre na minha testa, e então reapareço, depois da sombra, no campo. Quando piso na grama novamente, quase congelo com o frio da brisa, brevemente inclino a cabeça pro lado, fecho meus olhos e os protejo com minha mão esquerda. Vejo a gota sendo levada de minha testa ao chão e tocando a ponta da grama, correndo por toda sua extremidade e se dissipando na terra. Mais alguns passos me levarão até o próximo arco.

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