Esforço e dedicação, disposição e vida. As mais amargas sementes em meu prato. O que significam? A faca separa uma para um lado, o garfo junta o resto para o outro. O temor de fracassar no próximo passo, por mais simples que este passo seja. O sentimento de estar sozinho lutando por seus princípios, por suas verdades, e até então estar sendo derrotado. É frustrante ter estas sementes sendo enfiadas em sua garganta sem que você possa entender o que são.
Serei feliz quando finalmente notar que nunca poderei sentir-me bem com seu orgulho e reconhecimento, estarei bem assim que aceitar que nunca verás minhas coisas como vejo. Nunca pude ouvir seus conselhos, pois não são para mim. Sequer acompanha meu trabalho, minha vida, não podes dizer se estou fazendo certo ou errado, pois nunca parou para observar.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
sábado, 6 de dezembro de 2014
Cada vez mais
Não temos tempo, não há paciência
Mas aqui estamos, por quê a pressa?
Se fecho os olhos e apenas vejo os seus
Quero abrí-los e encontrá-los perto dos meus
Nunca fui capaz de disfarçar
Todos sabem, todos precisam saber
o que você me faz, como me encanta estar com você
Dê-me seu sorriso, sua risada
Eu vivo cada lembrança guardada
Podemos nos fazer felizes sem lamentar
que outro dia tudo pode acabar
E se nada disso acontecer, deixe-me sonhar em paz
pois até o fim da minha vida
irei te querer, cada vez mais.
Mas aqui estamos, por quê a pressa?
Se fecho os olhos e apenas vejo os seus
Quero abrí-los e encontrá-los perto dos meus
Nunca fui capaz de disfarçar
Todos sabem, todos precisam saber
o que você me faz, como me encanta estar com você
Dê-me seu sorriso, sua risada
Eu vivo cada lembrança guardada
Podemos nos fazer felizes sem lamentar
que outro dia tudo pode acabar
E se nada disso acontecer, deixe-me sonhar em paz
pois até o fim da minha vida
irei te querer, cada vez mais.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Louis
- - Sexo feminino. Cabelos negros, olhos verdes, 1.75 e 72kg. 19 anos, é órfã há 5 e desde então diz que ouve coisas. É só isso que sabemos.
- É o que tenho sobre ela, depois de viajar por tanto tempo. Sei que cometi um erro, mas viajar 600km de avião apenas para cumprir este acordo é loucura. Mas depois de anos sem um paciente, apenas observando outros como eu, guardas e visitantes, acho que isso é o suficiente. Me sinto um novato à caminho de sua primeira consulta, e não sei como me sentirei ao sentar numa mesa e olhar nos olhos de mais um louco, lê-lo como uma folha de caderno e setenciá-lo a vida eterna num manicômio. Não que eu seja impiedoso, mas são seres impossíveis de controlar, muitos assassinaram suas famílias sem sentir nada, outros perambulam por aí espalhando o caos, e culpando a doença. Culpam suas cabeças, mas vejo que são apenas lixo. É assim que conseguia ser frio como um bloco de gelo perante à eles, anunciava o veredicto olhando em cada par de olhos lucidamente doentios, e seguia meu caminho de novo, todos os dias, sabendo que fazia algo importante. Mas por anos me sinto apenas como um deles, todos os dias pensei em me sentenciar, não como os porcos que prendi, mas conviver com isso eternamente. Morto.
- É difícil pensar com o balançar deste velho carro, com a luz do Sol que eu não sentia na pele por tanto tempo. Eu não era violento lá, mas não podia sair de meu esconderijo e ficar exposto às feras. Mas a luz do Sol não mais me banhava há tempos, e o barulho do mundo aqui fora quase me faz derramar lágrimas. Como eu pude? Costumava me perguntar isso diariamente, enquanto pressionava minha cabeça à parede e pressionava minhas mãos às pernas. Estar sozinho é tão ruim, te faz pensar demais, e pensar te leva à loucura.
- - Então, falaram um pouco sobre você. Na verdade, pouco sabiam sobre Lorris Niechten. Essa bosta é francesa? - disse o guarda passageiro, enquanto procurava seus óculos escuros pelo carro.
- - É Louis, quem escreveu isso deve ser um idiota. O que diabos é..-
- - Eu escrevi isso, seu porco. Se eu quiser te chamar de puta, eu lhe chamarei! - me interrompeu
- Seu parceiro, que dirigia o carro, franzino e nervoso, de cabelos longos e calado, quase infartou com o soco do homem ao seu lado no painel, invadiu a pista contrária e logo voltou para o lugar, por um segundo achei engraçado, mas logo fechei meus olhos e encostei a cabeça no banco. Argh, como odeio ter que ouvir essa merda em silêncio. O brega que tocava na rádio ecoava pelo carro, rasgando meu ouvido e balançando minha cabeça. Quase não me mantinha acordado, mas ficaria muito sem graça se acordasse deitado no ombro da moça ao meu lado. É uma deles, calada e focada no banco da frente, cabelos ruivos e aparência velha, olheiras profundas e sinais de estresse. Tem algum problema com o motorista, não para de encará-lo pelo retrovisor interno..
- - Ei, dá pra ir mais rápido? Eu realmente cansei desse carro - murmurou a guarda ao meu lado. Parece incomodada, suava muito e olhava para os dois lados, em seguida para a maçaneta do carro e novamente para o espelho. Claustrofobia numa prisão? Queria vê-la numa cela de 4m².
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Frag2
Todas as noites, exatamente 3 horas antes do despertar de meu celular, algumas horas após adormecer, sinto um calafrio e me perco em meu sonho, sinto meu corpo cair e acordo com um baque na cama. É a quinta vez em cinco dias que isso acontece, não venho tendo boas noites de sono desde que voltei para casa. Não mais me pergunto o porquê de minha família ter enlouquecido aqui dentro, e minha mente ainda projeta as visões desta tragédia. Mas não é por isso que sofro para dormir. Há algo me atormentando. Atormentando meu celular, que liga e tira uma foto todas as noites, tais fotos nunca consegui visualizar, parecem sumir toda vez que levanto. Era pavoroso levantar da minha habitual posiçãoe ter coragem para virar para o outro lado e descer da cama, encarar todo o quarto escuro e acender a lâmpada. Parecia que algo estava ali, no reflexo do guarda-roupa, na tela do computador, na janela... A luz é confortante, literalmente e figurativamente a força que anula a escuridão, e eu sobrevivia noite pós noite. Até que no sexto dia algo aconteceu.
Já deviam ser quase 5 da manhã, e nada me interrompeu. Tive um belo sonho, dormi muito bem e senti que faltava pouco para o relógio despertar. É sempre ótimo ter sonhos lúcidos, você consegue perceber o ambiente do sonho e sente o que se passa por perto de seu corpo. Mas logo ao fim da estrada rodeada pela bela grama, aos céus não brilhava mais o belo Sol que iluminava meu sonho, em seu lugar uma luz branca irradiou e então tudo se apagou. Acordei com o rosto virado para o celular, este estava de lado e então caiu, brilhou e vibrou algumas vezes. Me recolhi para o lado e peguei o celular, e havia uma imagem nova, uma foto tirada naquele momento. Suando frio e relutando para não verificar, arrastei o dedo até a foto, e então selecionei-a. Está atrás de mim, tirou uma foto com meu celular e mostrou sua terrível face, o flash iluminou o quarto inteiro e pude ver cada presa, cada detalhe. Olhos amarelados arregalados, face esfolada, com o nariz decepado e parecia não ter lábios, apenas a pele e seus dentes à mostra. Era terrível. Ali mesmo congelei e não conseguia me virar, encarei a parede e apenas fechei meus olhos, novamente relutei para me mover e então levantei da cama. Não havia nada ali, tentei me acalmar e entender que era loucura, apenas algo da minha cabeça. Liguei de novo o celular e não havia nenhuma foto, encarei por alguns segundos o relógio no aparelho, que marcava exatamente 4:59. Mal podia sentir meus pés, era inverno e realmente esfriava nesta localidade, não era tão frio quando eu morava aqui, nem nestas noites que passei. Me assustei com o relógio marcando 5:00 e o celular despertou. Eu sempre gostei da música que tocava, afinal, quem nunca assistiu a abertura de Duck Dodgers? Mas algo diferente tocou, meio enrolado e fora de ritmo, e então o flash ativou novamente. Sim, outra foto. Eu não podia acreditar, mas tomado pela raiva por me sentir enloquecendo, abri a foto e lá estava ele de novo. Atrás de mim. Olhei para a porta, saltei da cama e a abri, passei pelos corredores frios, entrei na sala e, depois de tropeçar no sofá, abri a porta e saí. A noite era fria, sombria. O casaco não esquentava o suficiente, muito menos a calça de moleton. Ouvi um grito de dentro, e então morrendo de medo abri o portão e saí. Chave no bolso, apenas celular e lanterna na mão. Rua escura, iluminada vagamente pelos postes. Estava diferente. No meu primeiro passo em qualquer rumo, o celular toca novamente, avisando que há uma mensagem nova.
Este é o pesadelo. As portas estão abertas, as pessoas estão lá dentro. Você se lembra? Se ficar na rua, estarei bem ao seu lado. Corra.
Desliguei o celular e o guardei no bolso, e fui surpreendido pelas lâmpadas do poste, que ficaram mais intensas. Sim, eu me lembro, é exatamente como antes. As casas, o ar e...O que estou fazendo aqui?
Já deviam ser quase 5 da manhã, e nada me interrompeu. Tive um belo sonho, dormi muito bem e senti que faltava pouco para o relógio despertar. É sempre ótimo ter sonhos lúcidos, você consegue perceber o ambiente do sonho e sente o que se passa por perto de seu corpo. Mas logo ao fim da estrada rodeada pela bela grama, aos céus não brilhava mais o belo Sol que iluminava meu sonho, em seu lugar uma luz branca irradiou e então tudo se apagou. Acordei com o rosto virado para o celular, este estava de lado e então caiu, brilhou e vibrou algumas vezes. Me recolhi para o lado e peguei o celular, e havia uma imagem nova, uma foto tirada naquele momento. Suando frio e relutando para não verificar, arrastei o dedo até a foto, e então selecionei-a. Está atrás de mim, tirou uma foto com meu celular e mostrou sua terrível face, o flash iluminou o quarto inteiro e pude ver cada presa, cada detalhe. Olhos amarelados arregalados, face esfolada, com o nariz decepado e parecia não ter lábios, apenas a pele e seus dentes à mostra. Era terrível. Ali mesmo congelei e não conseguia me virar, encarei a parede e apenas fechei meus olhos, novamente relutei para me mover e então levantei da cama. Não havia nada ali, tentei me acalmar e entender que era loucura, apenas algo da minha cabeça. Liguei de novo o celular e não havia nenhuma foto, encarei por alguns segundos o relógio no aparelho, que marcava exatamente 4:59. Mal podia sentir meus pés, era inverno e realmente esfriava nesta localidade, não era tão frio quando eu morava aqui, nem nestas noites que passei. Me assustei com o relógio marcando 5:00 e o celular despertou. Eu sempre gostei da música que tocava, afinal, quem nunca assistiu a abertura de Duck Dodgers? Mas algo diferente tocou, meio enrolado e fora de ritmo, e então o flash ativou novamente. Sim, outra foto. Eu não podia acreditar, mas tomado pela raiva por me sentir enloquecendo, abri a foto e lá estava ele de novo. Atrás de mim. Olhei para a porta, saltei da cama e a abri, passei pelos corredores frios, entrei na sala e, depois de tropeçar no sofá, abri a porta e saí. A noite era fria, sombria. O casaco não esquentava o suficiente, muito menos a calça de moleton. Ouvi um grito de dentro, e então morrendo de medo abri o portão e saí. Chave no bolso, apenas celular e lanterna na mão. Rua escura, iluminada vagamente pelos postes. Estava diferente. No meu primeiro passo em qualquer rumo, o celular toca novamente, avisando que há uma mensagem nova.
Este é o pesadelo. As portas estão abertas, as pessoas estão lá dentro. Você se lembra? Se ficar na rua, estarei bem ao seu lado. Corra.
Desliguei o celular e o guardei no bolso, e fui surpreendido pelas lâmpadas do poste, que ficaram mais intensas. Sim, eu me lembro, é exatamente como antes. As casas, o ar e...O que estou fazendo aqui?
Frag
"O quarto era mais iluminado que qualquer outro lugar que passei até agora. A porta fecha com um estrondo atrás de mim, foco meu olhar para o teto e desço a cabeça até o outro lado do quarto. É ela.
Apenas a cama me separa dela. O lençol vermelho escarlate é o mesmo daquele dia, seu longo vestido negro também. Está de costas, olhando pela janela. Seus braços erguidos, segurando as cortinas. Não me esqueço deste cheiro no quarto, desta presença, deste corpo. Eu a amava."
"Sua cabeça se inclina levemente para o lado, a lágrima em seu olho desce e escorre pelo rosto e pinga no vestido. Se vira totalmente para a minha direção, olha para mim por alguns segundos e então desvia o olhar, morde os lábios numa tentativa de segurar o choro. Lágrimas também descem de meus olhos, é como na última vez em que pude vê-la, em que pude tocá-la. "
"Tudo é um pesadelo, mas eu sinto que entregaria minha vida apenas para ter este momento. Por um abraço, um pedido de desculpas e mais mil palavras sobre o que sentia. Meu mundo nunca mais foi o mesmo.
-Por quê?
Fui interrompido com tais palavras. Tornei a chorar ao ouvir sua doce e confortante voz, mas com palavras que me feriram como uma faca. Por alguns segundos não conseguia pronunciar uma palavra, até que me apoiei na cama, e em prantos disse:
-Me...Me desculpe.
Assim que levantei minha cabeça novamente, sua maquiagem, que era borrada, se recompôs. Mas não era mais o rosa claro que tornava sua pele bonita, mas algo pesado, como chumbo, sua pele esbranquiçou. E agora em um tom trincado, disse:
- Eu gostava muito de você, mas por quê tinha que me tornar você? Por quê tive que me parecer com você?
Mal terminou suas palavras e então avançou pela cama, me agarrou pelo casaco e olhou fixamente em meus olhos. "
Apenas a cama me separa dela. O lençol vermelho escarlate é o mesmo daquele dia, seu longo vestido negro também. Está de costas, olhando pela janela. Seus braços erguidos, segurando as cortinas. Não me esqueço deste cheiro no quarto, desta presença, deste corpo. Eu a amava."
"Sua cabeça se inclina levemente para o lado, a lágrima em seu olho desce e escorre pelo rosto e pinga no vestido. Se vira totalmente para a minha direção, olha para mim por alguns segundos e então desvia o olhar, morde os lábios numa tentativa de segurar o choro. Lágrimas também descem de meus olhos, é como na última vez em que pude vê-la, em que pude tocá-la. "
"Tudo é um pesadelo, mas eu sinto que entregaria minha vida apenas para ter este momento. Por um abraço, um pedido de desculpas e mais mil palavras sobre o que sentia. Meu mundo nunca mais foi o mesmo.
-Por quê?
Fui interrompido com tais palavras. Tornei a chorar ao ouvir sua doce e confortante voz, mas com palavras que me feriram como uma faca. Por alguns segundos não conseguia pronunciar uma palavra, até que me apoiei na cama, e em prantos disse:
-Me...Me desculpe.
Assim que levantei minha cabeça novamente, sua maquiagem, que era borrada, se recompôs. Mas não era mais o rosa claro que tornava sua pele bonita, mas algo pesado, como chumbo, sua pele esbranquiçou. E agora em um tom trincado, disse:
- Eu gostava muito de você, mas por quê tinha que me tornar você? Por quê tive que me parecer com você?
Mal terminou suas palavras e então avançou pela cama, me agarrou pelo casaco e olhou fixamente em meus olhos. "
December's Nightmare
Encostado numa estátua de mármore gelada, tentando limpar o sangue do rosto. A lua ilumina as mesas e cadeiras do pátio, há uma porta dupla no final, agora visível. Parece ser o único rumo a ser tomado no momento, mas o que eu mais desejaria é terminar por aqui. Antes queria sobreviver, mas depois dessa experiência, talvez terei sorte se morrer sem ser torturado. O que são essas coisas? Pareciam bem vivas.
O tempo passa, o frio castiga severamente meu corpo e mente e o pátio se torna assustador toda vez que as nuvens passam pela lua. A madrugada se aproximava cada vez mais. Preciso sair daqui. Com um pouco de esforço e apoiando na estátua, que racha e desaba, quebrando-se e causando um barulho estrondoso. Caminho entre os cacos de mármore e a sujeira e mato, até a porta. A placa ao lado diz "escritório", talvez eu possa encontrar uma chave ou algo que me faça sobreviver por mais alguns minutos.
O tempo passa, o frio castiga severamente meu corpo e mente e o pátio se torna assustador toda vez que as nuvens passam pela lua. A madrugada se aproximava cada vez mais. Preciso sair daqui. Com um pouco de esforço e apoiando na estátua, que racha e desaba, quebrando-se e causando um barulho estrondoso. Caminho entre os cacos de mármore e a sujeira e mato, até a porta. A placa ao lado diz "escritório", talvez eu possa encontrar uma chave ou algo que me faça sobreviver por mais alguns minutos.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Trevas
"Escuro, é tão sufocante viver preso à luz da lua. Sonhos ofuscados, vida desmascarada. Tu não estarás aqui. Aqui em meu quarto, tereis todo o tipo de mal, sofrerei mais uma vez, sufocarei no véu negro de minha falta de fé. Mas o Sol do horizonte surgiu, iluminando minha casa, minha vida. Levantei de minha cadeira, soltei o lápis sobre o pergaminho e segui em frente. Não importa para onde, apenas caminhei de cabeça erguida. Neste momento, não me importou fé ou reflexão, o Sol me banhava com luz e meus poros se enchiam de vida a cada suspiro. Ali senti que ninguém me derrotaria, ninguém seria capaz de tornar meu dia escuro. Tirei de minha face a dor de viver na escuridão e peregrinei ao horizonte. Pensei que daqui há alguns anos estaria perdido em meu caminho, abandonado e deprimido por me libertar da escuridão, mas tudo mudou. Não tenhas medo do que há aqui fora, a sensação de liberdade é mais gratificante que a agonia de enfrentar novos desafios, coisas que ouvíamos ser parte do mal, condenando e queimando os que ousavam cruzar esta linha. Eu não fui punido, não queimei e nem pereci diante de algo desconhecido. Minhas intenções são as melhores possíveis, mas caminho sozinho em direção ao meu horizonte, em busca da verdade."
Era seu último pedaço de papel, assim como suas últimas palavras antes de partir. Sabia que eles viriam nesta noite, sua casa já havia sido tomada pela escuridão, sendo apenas iluminada pela vela em sua mesa. Cotovelos apoiados em suas pernas, mãos espalmadas em seu rosto. Tentava entender como chegou naquela situação. Logo desistiu de refletir, recolheu o que lhe era mais importante - suas ideias, algum papel e a sua pena de melhor qualidade e tinta. Também algumas roupas e ódio em sua alma - e dali se despedia de sua cidade, a caminho de algo que não conhecia, mas não temia, como escreveu em seu texto há poucos minutos. Abriu a porta e se juntou à escuridão, em direção aos portões pelas ruas vazias de sua Vila natal.
- Continua
Era seu último pedaço de papel, assim como suas últimas palavras antes de partir. Sabia que eles viriam nesta noite, sua casa já havia sido tomada pela escuridão, sendo apenas iluminada pela vela em sua mesa. Cotovelos apoiados em suas pernas, mãos espalmadas em seu rosto. Tentava entender como chegou naquela situação. Logo desistiu de refletir, recolheu o que lhe era mais importante - suas ideias, algum papel e a sua pena de melhor qualidade e tinta. Também algumas roupas e ódio em sua alma - e dali se despedia de sua cidade, a caminho de algo que não conhecia, mas não temia, como escreveu em seu texto há poucos minutos. Abriu a porta e se juntou à escuridão, em direção aos portões pelas ruas vazias de sua Vila natal.
- Continua
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